Imagem de fundo

Os versos abaixo pertencem a um poeta paraibano que lançou apenas um livro em sua vida,...

Os versos abaixo pertencem a um poeta paraibano que lançou apenas um livro em sua vida, mas que marcou profundamente a literatura brasileira.


O MORCEGO


Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.

Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:

Na bruta ardência orgânica da sede,

Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.


“Vou mandar levantar outra parede...”

- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho

E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,

Circularmente sobre a minha rede!


Pego de um pau. Esforços faço. Chego

A tocá-lo. Minh'alma se concentra.

Que ventre produziu tão feio parto?!


A Consciência Humana é este morcego!

Por mais que a gente faça, à noite ele entra

Imperceptivelmente em nosso quarto!


O nome do autor, o título do livro e a época de sua primeira publicação estão indicados, respectivamente, na alternativa:


A

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, O primo Basílio, início do Século XXI.


B

José Lins do Rego, Morte e Vida Severina e final do Século XVIII.


C

João Cabral de Melo Neto, Vidas Secas, início do Século XIX.


D

Graciliano Ramos de Oliveira, Menino de engenho, final do Século XX.


E

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Eu e início do Século XX.