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“No Brasil, costuma-se estabelecer uma diferença conceitual entre o grafite e a pichação. Não há, entretanto, parâmetros objetivos para a distinção entre uma forma e outra. Ambas utilizam basicamente as mesmas técnicas de execução, os mesmos elementos de suporte e podem conter algum grau de transgressão”.
ENDO, Tatiana Sechler. A pintura rupestre da pré-história e o grafite dos novos tempos (CELACC / ECA / USP 2009).
A respeito do Grafite e da Pichação, pode-se afirmar corretamente que:
O grafite, em princípio, é bem mais elaborado e de maior interesse estético, sendo socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e mesmo estimulado pelo poder público.
A pichação atualmente tende a ser feita em locais permitidos ou mesmo especialmente destinados à sua realização.
O grafite é considerado essencialmente transgressivo, predatório, visualmente agressivo, contribuindo para a degradação da paisagem urbana.
No grafite a estética tem valor secundário e a tipografia é privilegiada. No caso de desenhos ou ilustrações, eles são muito simples e de execução rápida.
O grafite é, por definição, feito em locais proibidos e à noite, em operações rápidas, sendo tratado como ataque ao patrimônio público ou privado, e portanto o seu autor está sujeito a prisão e multa.