Questões de Concurso sobre Área: Gráfica/Desenho/Desenhista

 
 
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Assinale a alternativa que indica corretamente a técnica que distorce a figura real para criar a impressão de profundidade. Foi muito utilizada na representação do corpo humano ao longo da história da arte e ainda aparece, por exemplo, na publicidade, quando se deseja destacar em primeiro plano um produto aplicado a uma parte do corpo.


Adaptado de KONELL Vânia; ODORIZZI, Tatiane Jeruza; KREISCH, Cristiane. Desenho da figura humana. Indaial: Uniasselvi, 2016.


A

Chiaroscuro.


B

Degradê.


C

Escorço.


D

Gradiente.


E

Rebatimento.

O princípio do contraste é utilizado no design visual principalmente para:


A

Destacar elementos e criar interesse visual.


B

Aumentar a profundidade de campo.


C

Reduzir a saturação das cores.


D

Padronizar a tipografia.

O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) propõe a flexibilização curricular. Analise as afirmativas a seguir sobre a aplicação do princípio de "Múltiplos Meios de Representação" no ensino de artes:


I. O princípio de Múltiplos Meios de Representação implica oferecer o conteúdo artístico através de diversos formatos sensoriais (visual, auditivo, tátil), utilizando legendas, audiodescrição, maquetes táteis e recursos digitais para garantir que a informação seja acessível a todos os estilos de aprendizagem.

II. A aplicação do DUA exige que o professor elimine todo o conteúdo teórico da aula de artes, focando apenas em atividades recreativas livres para não sobrecarregar os alunos com dificuldades cognitivas.

III. O uso de organizadores gráficos, mapas mentais e glossários ilustrados para explicar movimentos artísticos exemplifica o suporte à decodificação da linguagem e símbolos, alinhado ao DUA.


Está correto o que se afirma em:


A

I e III apenas.


B

II apenas.


C

I, II e III.


D

I e II apenas.

Um dos maiores desafios das empresas em rápido crescimento é equilibrar a geração de atenção imediata com a construção de uma proposta de valor sólida e consistente ao longo do tempo. Muitas marcas fracassam nesse ponto ao priorizar resultados de curto prazo em detrimento da sustentabilidade de sua identidade. Nesse contexto, a arte, por meio do design, desempenha papel estratégico, contribuindo diretamente para o sucesso das marcas, seja na criação de campanhas publicitárias, seja no desenvolvimento do desenho dos produtos, fortalecendo a comunicação visual e a experiência do consumidor. Esse mesmo princípio se aplica ao universo da moda, que, historicamente, dialoga com a arte ao incorporar referências estéticas, simbólicas e conceituais em suas coleções, reafirmando o papel da criatividade artística como base para inovação e diferenciação no mercado.


Considerando o exposto, avalie as assertivas abaixo.


I – A Imagem 11, a seguir, demonstra que a Arte pode agregar valor a um produto.


Imagem 11



Fonte: . Acesso https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQfhJ1-4sC4DPMd-pY6gk7_JP6MxUHaMP4DAQ&s em 26 nov. 2025.


Observa-se, dessa campanha de marketing, que as embalagens dos produtos (hidratante para as mãos, nesse caso) sofrem influência em seus formatos, referenciando o aroma típico do item original (como, por exemplo, a embalagem em formato de bambu). Essa é uma das provas de que o designer desconsidera o ditado popular que afirma que “não se deve comprar um produto pela sua embalagem”.


II – Rebranding artístico é o processo de mudar a identidade visual, o posicionamento, o nome, ou outros aspectos da marca de uma empresa, geralmente com o objetivo de reposicioná-la sem atualizá-la para melhorar sua imagem. Esse processo ocorre a partir de três características da Arte: Posicionamento Sólido (usar logomarcas sempre parecidas), Diversificação de Canais (uma marca para cada rede social) e Comunicação Autêntica (manter contato genuíno com o espectador).

III – Observe a Imagem 12 a seguir.


Imagem 12



Imagem 12: logomarca da Apple, em diferentes épocas.


Fonte: https://estudioroxo.com.br/porque-as-marcas-mudam-com-o-tempo-evolucao-dos-logos/ Acesso em 27 de nov. de 2025.


Pode-se dizer que, quando as fontes (tipologia) e/ou as cores saem de moda e parecem antiquadas, é o momento para se modificar algo nas logomarcas. Mudar a identidade visual é uma das formas de utilizar a Arte para rejuvenescer ou atualizar uma marca.


IV – A Imagem 13, abaixo, é a logomarca oficial; a Imagem 14, à direita da Imagem 13, foi criada por Inteligência Artificial (IA) a partir de comandos que intentavam modificar a logomarca original. Observe:


Imagem 13



Imagem 14



À esquerda, Imagem 13, logomarca oficial da Cerveja Original; à direita, Imagem 14, logomarca fictícia, criada por IA.


Nota-se que a diversificação de canais de comunicação, realizada a partir da construção de uma nova identidade artística visual, é o principal fator para que uma empresa possua reconhecimento, pois, como se pode observar, construir uma identidade consistente reduz a comunicação genuína com o público.


É CORRETO o que se afirma em


A

I e III, apenas.


B

I, II, III e IV.


C

II, IV, apenas.


D

III, apenas.


E

IV, apenas.

O princípio do design conhecido como “hierarquia visual” tem como principal objetivo:


A

Organizar os elementos para guiar o olhar do observador.


B

Aumentar a quantidade de elementos na composição.


C

Padronizar a relação entre vetores.


D

Ampliar o uso de cores.

Os grafismos rupestres são elementos fundamentais para a construção de uma narrativa arqueológica de compreensão da história cultural e ambiental do Brasil. A imagem a seguir representa grafismos rupestres policrômicos do Sítio Arqueológico do Vale do Peruaçu em Minas Gerais, registrados no interior da Gruta do Caboclo.




ICMBio, Pinturas rupestres no interior da Gruta do Caboclo, 7 jun. 2021. 1 fotografia. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.


Os estudos das expressões estilísticas, técnicas e simbólicas dos grafismos rupestres brasileiros nos permitem compreender


A

a existência de várias tradições estilísticas que são organizadas por sua unidade estética e concentradas em duas regiões do país, os cerrados do Sudeste e a bacia Amazônica.


B

a análise interpretativa feita pelos arqueólogos buscando o sentido dos registros e seus atravessamentos com as iconografias contemporâneas de identificação dos perfis gráficos.


C

a divisão dos grafismos em pinturas e gravuras, atrelada ao reconhecimento do mundo sensível e à sua proximidade com o abstracionismo informal de suas formas.


D

o modo, os recursos materiais e a construção de lógicas iconográficas representativas de grupos em diálogo espacial, temporal, cultural e ambiental.


E

os grupos humanos brasileiros que partem de um mesmo contexto temporal, promovendo uma unicidade de registros em torno do Vale do alto-médio Rio São Francisco e das técnicas desenvolvidas na região.

A arte urbana contemporânea estabelece diálogos críticos com questões sociais e ocupação do espaço público. Um professor propõe análise de grafites do bairro escolar que abordam temas como desigualdade, violência e identidade local. Essa prática vincula arte à dimensão:


A

Formalista estética.


B

Técnica acadêmica.


C

Mercadológica comercial.


D

Museológica institucional.


E

Político-social crítica.

O elemento visual que ocupa um volume, uma determinada área completa em um desenho, é conhecido como:


A

Direção.


B

Composição.


C

Movimento.


D

Massa.


E

Escala.

“As inscrições em muros, paredes e metrôs – palavras e/ou desenhos –, sem autoria definida, tomam Nova York, no início da década de 1970. Em 1975, a exposição Artist's Space confere caráter artístico a parte dessa produção, classificada como graffiti. A palavra, do italiano graffito ou sgraffito, que significa arranhado, rabiscado, é incorporada ao inglês no plural graffiti, para designar uma arte urbana com forte sentido de intervenção na cena pública. Giz, carimbos, pincéis e, sobretudo, spray são instrumentos para a criação de formas, símbolos e imagens em diversos espaços da cidade.” GRAFFITI. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termos/79991-graffiti. Acesso em: 08 de dezembro de 2024. Verbete da Enciclopédia. A respeito do graffitti e seus principais artistas, analise as afirmações a seguir:


I - Em São Paulo, podemos citar o grupo Tupinãodá, criado em 1983, realiza performances e grafitagens pela cidade até o início da década de 1990, tendo a arte como instrumento para manifestação política.

II - Por partilharem do mesmo espírito transgressor e serem igualmente idealizados a partir de um projeto definido, pode-se dizer que não há distinção entre graffiti e pichação,

III - Jean-Michel Basquiat (1960-1988), de origem haitiana, se destacou na cena mundial do graffiti enfatizando as ligações entre graffiti e hip-hop, fazendo alusão à anatomia humana, ao rap,ao break dance, e a temas relacionados à exclusão social.

IV - No Brasil, o graffiti foi caracterizado por ter sido, desde o início, acolhido em museus e espaços institucionalizados, como o MASP e a Bienal de São Paulo, o que diferencia o graffiti brasileiro do resto do mundo.


Estão corretas apenas as afirmações:


A

II e IV.


B

I e III.


C

I, III e IV.


D

II e III.


E

I, II e III.

A criação de peças gráficas para mídias digitais e impressas envolve tanto o domínio de softwares de design quanto a aplicação de fundamentos de comunicação visual e fotografia. Cartazes, banners, folders, posts para redes sociais, cards, stories e thumbnails devem aliar clareza e impacto, considerando princípios de usabilidade e experiência do usuário (UX/UI). Ao mesmo tempo, a fotografia institucional e os recursos de tratamento digital (ajustes de cor, recorte, fotomontagem) são decisivos para a construção de uma identidade visual consistente.


Assinale a alternativa que melhor expressa o cenário contemporâneo de integração entre ferramentas, comunicação visual e percepção do usuário:


A

A prioridade do design deve ser apenas estética, pois a clareza da mensagem não influencia a experiência do usuário em mídias digitais.


B

As ferramentas modernas devem ser utilizadas exclusivamente para reprodução fiel da realidade, sem espaço para manipulação criativa de imagens ou adaptação da mensagem ao contexto.


C

O design para mídias digitais e impressas deve integrar softwares e técnicas de edição fotográfica com princípios de hierarquia visual, usabilidade e clareza comunicativa, garantindo que peças publicitárias e institucionais transmitam valor e emoção de forma eficaz.


D

As ferramentas digitais modernas substituem a necessidade de planejamento de UX/UI, pois a organização da informação é definida automaticamente pelas plataformas.


E

A comunicação visual em redes sociais é independente da fotografia e da identidade institucional, bastando repetir modelos prontos de layouts.

A percepção visual é um fator crucial para criar comunicações eficazes no campo do design gráfico. A psicologia da Gestalt oferece uma estrutura fundamental para entender como a mente humana processa e organiza as informações visuais. Originada na Alemanha, essa teoria postula que o cérebro tende a buscar padrões e totalidades, mesmo em elementos que, individualmente, podem parecer desconectados. Compreender esses princípios permite aos designers não apenas guiar o olhar do espectador, mas também transmitir mensagens de forma mais intuitiva e impactante, transformando a forma em significado.


No contexto do design, a "psicologia da Gestalt" e, em particular, a "Lei do Fechamento", como princípios de percepção visual, implicam que:


I. O design eficaz deve evitar qualquer tipo de ambiguidade visual ou elementos incompletos, pois isso pode sobrecarregar o espectador e dificultar a clareza da mensagem, indo contra os princípios de organização mental.

II. A percepção visual é sempre focada nos detalhes individuais, onde cada elemento é analisado isoladamente antes de qualquer tentativa de associação com o todo, desconsiderando a interação entre eles.

III. Ocorra o direcionamento do olho do espectador através de uma composição, utilizando a tendência natural de preencher lacunas para criar uma sequência visual intencional e eficaz.

IV. O cérebro organiza a informação visual de maneira integral, interpretando elementos como um todo maior do que a soma de suas partes, e tem a capacidade de criar um objeto sólido a partir de sugestões de formas, colocação e proximidade de elementos, o que é conhecido como a Lei do Fechamento.


É correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

I e III, apenas.


C

I e IV, apenas.


D

III e IV, apenas.


E

II e III, apenas.

No design editorial contemporâneo, materiais como informativos e relatórios complexos precisam equilibrar riqueza funcional e clareza didática. O paradoxo é que, quanto mais recursos e informações são adicionados, maior a chance de sobrecarga cognitiva e erros por parte do usuário. Por outro lado, princípios de usabilidade indicam que um design eficaz deve ser intuitivo, autoexplicativo e exigir o mínimo de esforço mental.


Diante desse cenário. a melhor forma de conciliar densidade de conteúdo e facilidade de uso é:


A

Priorizar a inclusão do maior número possível de recursos visuais e textuais, garantindo que todas as informações estejam disponíveis, mesmo que o usuário precise memorizar ou decifrar como acessá-las.


B

Reduzir a intervenção do designer na estruturação do material, deixando que o conteúdo escrito e as instruções extensas conduzam a experiência do usuário de forma direta.


C

Adotar estratégias de conciliação, entre elas a de refinar o briefing para compreender as necessidades reais do público, objetivando atender os diversos perfis de usuários.


D

Focar exclusivamente na estética gráfica, já que elementos visuais atraentes são suficientes para manter o interesse e compensar a complexidade do conteúdo.


E

Eliminar a diversidade de formatos e níveis de informação, produzindo versões únicas de documentos que forcem a padronização da experiência do usuário, sem considerar diferentes contextos de leitura.

Na criação de uma identidade corporativa que utiliza fotografias em materiais impressos (catálogos, embalagens) e digitais (websites, aplicativos móveis).


A estratégia de finalização mais adequada para garantir consistência visual e evitar falhas entre diferentes meios de comunicação é:


A

Utilizar o Adobe Photoshop exclusivamente para todas as imagens, salvando-as em 72 PPI para otimização web e convertendo para CMYK apenas antes da impressão final, ignorando as nuances de gestão de cores.


B

Empregar o Adobe Illustrator para logotipos e tipografia vetorial e o Adobe Photoshop para gerenciar imagens raster, com calibração de monitor, uso do Pantone Matching System (PMS) para impressos, e otimização de resolução (DPI/PPI) e modos de cor (CMYK/RGB) específicos para cada plataforma.


C

Priorizar a compressão máxima de todas as imagens para reduzir o tamanho do arquivo, independentemente do tipo de mídia, para acelerar o carregamento online e o custo de impressão, o que comprometeria a qualidade em impressos.


D

Adotar apenas fotografias com iluminação ambiente natural para evitar a necessidade de correção de cores complexa e garantir que os mesmos arquivos funcionem em todas as plataformas sem qualquer adaptação.


E

Exportar todas as imagens diretamente em formato JPEG para todos os suportes, pois este formato é aceito universalmente, ignorando a necessidade de formatos específicos como TIFF para impressão de alta qualidade ou PNG/SVG para aplicações digitais.

O design contemporâneo utiliza um conjunto variado de softwares que atendem a diferentes demandas criativas e profissionais. A suíte Adobe Creative Cloud concentra ferramentas robustas, como Photoshop, InDesign, Premiere Pro e After Effects. Entretanto, a curva de aprendizado dessas ferramentas pode ser desafiadora para iniciantes. Em contrapartida, soluções acessíveis como Figma e Canva Pro têm ganhado destaque por priorizarem a usabilidade, a colaboração e o acesso a modelos pré-prontos, permitindo que usuários não especialistas também desenvolvam projetos visuais de qualidade.


Considerando as principais características das ferramentas mencionadas no texto, considere (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas:


( ) O Photoshop é promovido como uma ferramenta ideal para retoques fotográficos e a criação de imagens, enquanto o Illustrator se concentra na criação de designs, ícones e logotipos que podem ser redimensionados para qualquer tamanho sem perder qualidade.

( ) A suíte Adobe Creative Cloud foi projetada para ser uma solução de design totalmente online, sem a necessidade de instalação de softwares em computadores, o que garante a coedição em tempo real de forma ininterrupta, mesmo sem conexão com a internet.

( ) O Figma oferece uma versão de desktop que funciona de forma totalmente offline e se integra de maneira nativa com o ecossistema Adobe, permitindo que arquivos do Figma sejam editados diretamente no Photoshop sem a necessidade de importação.

( ) Premiere Pro e o After Effects como ferramentas complementares para a produção audiovisual, onde o Premiere Pro é otimizado para a edição e montagem de vídeos, enquanto o After Effects é especializado na criação de gráficos em movimento, efeitos visuais e animações complexas.


As afirmativas são, respectivamente:


A

F – V – V – F.


B

V – F – F – V.


C

V – V – F – V.


D

V – F – V – F.


E

F – F – V – F.

Em projetos de design web e aplicativos móveis com abordagem centrada no usuário, wireframes e flowcharts são ferramentas essenciais para estruturar e validar soluções antes da definição do estilo visual final.


Considerando a aplicação de princípios da composição fotográfica, como equilíbrio, contraste, profundidade de campo e ponto de vista, em contextos de UX e design responsivo, a forma que esses recursos podem ser mais eficazmente utilizados é através da(o):


A

Criação de wireframes coloridos que simulem profundidade de campo com gradientes e usar flowcharts para registrar efeitos visuais complexos presentes nas imagens fotográficas do site.


B

Inserção nos wireframes e flowcharts simulações digitais de filtros e texturas fotográficas para antecipar atmosferas visuais específicas, mesmo antes da definição da hierarquia de conteúdo e da navegação primária.


C

Foco em wireframes que utilizem apenas tipografia para legibilidade e em flowcharts que determinem parâmetros técnicos de fotografia, como tempo de exposição, ainda que isso não seja sua função.


D

Integração de imagens de alta resolução nos wireframes para visualizar pontos de vista exatos do usuário e usar flowcharts para descrever configurações de abertura da câmera, desviando-se do propósito estrutural dessas ferramentas.


E

Utilização de wireframes em tons de cinza para estabelecer equilíbrio e contraste visual dos elementos e da hierarquia da informação, e empregar flowcharts para mapear os caminhos críticos do usuário, permitindo adaptações de “ponto de vista” e de “ênfase” (profundidade) em diferentes contextos de design responsivo.

Ao projetar um relatório anual corporativo que será distribuído tanto em formato impresso quanto em versão interativa online, o designer deve estruturar infográficos e tabelas de modo que garantam clareza didática, hierarquia visual e usabilidade (UX) em ambos os formatos, considerando também os princípios de design responsivo.


Analise as afirmativas a seguir:


I. Criar um design único e fixo para os infográficos e tabelas, otimizados para impressão e apenas redimensionados para a versão digital, compromete a usabilidade em diferentes telas.

II. Substituir infográficos por gráficos abstratos na versão impressa e por texto puro na versão digital empobrece a experiência visual e compromete a clareza.

III. Desenvolver infográficos com dados organizados em camadas (digitais) e planos (impressos), utilizando softwares como InDesign, e aplicar princípios de visibilidade e mapeamento natural, garante leitura intuitiva e consistência entre papel e tela.

IV. Remover elementos gráficos na versão digital e reduzir tudo a texto simples sacrifica clareza didática e engajamento visual.

V. Inserir floreios gráficos excessivos na versão impressa e animações complexas na versão digital prejudica a legibilidade e vai contra os princípios de bom design.


É correto o que se afirma em


A

I e II, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

III, apenas.


D

I, II, e V, apenas.


E

II, III e V, apenas.

Os formatos de folhas de papel, como os da série A do padrão ISO 216, são essenciais no design gráfico, sobretudo no desenvolvimento de materiais impressos. Definir o formato correto para fôlderes, cartazes, entre outros materiais impressos é essencial para o desenvolvimento de projetos gráficos eficientes. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta as medidas corretas, em milímetros, dos formatos da série A.


A

A1 210 x 297 mm e A3 210 x 420 mm.


B

A3 148 x 210 mm e A4 210 x 297 mm.


C

A3 210 x 297 mm e A5 148 x 210 mm.


D

A3 297 x 420 mm e A4 210 x 297 mm.


E

A4 420 x 594 mm e A5 148 x 210 mm.

O contraste de valor (diferença de luminosidade entre cores ou tons) é um dos recursos mais eficazes para definir forma, profundidade e legibilidade em uma composição. Sua manipulação permite ao designer acentuar ou suavizar as distinções visuais entre elementos, orientando o olhar e criando hierarquia.


Assinale a alternativa que melhor descreve o efeito do contraste de valor na percepção das formas dentro de uma composição visual.


A

O contraste de valor é determinado apenas pela variação de saturação e não influencia a distinção entre formas, já que depende exclusivamente do tamanho dos elementos.


B

O uso de valores muito próximos aumenta o contraste e torna as formas mais nítidas, reforçando os contornos e a legibilidade da composição final.


C

O contraste de valor atua apenas em imagens em preto e branco e não se aplica ao uso de cores em projetos digitais ou impressos.


D

Reduzir o contraste entre os valores tonais tende a aumentar a nitidez e o foco visual, concentrando a atenção do observador no centro da imagem.


E

Utilizar cores com valores contrastantes tende a precisar e destacar as formas, enquanto valores semelhantes suavizam a distinção entre os elementos, criando transições sutis e menor tensão visual.

A principal questão que um designer gráfico que trabalha com motion graphics precisa dominar é a mecânica fundamental do movimento, pois ela é a base para criar a ilusão de credibilidade e peso nas ações, independentemente da tecnologia utilizada (clássica, 3D ou stop motion).


Analise as afirmações a seguir sobre os fundamentos da mecânica de animação e seu impacto na performance visual e assinale a correta:


A

No sistema "Pose a Pose", as Poses-Chave (desenhos circulados) são unicamente as extremidades da ação (os pontos de contato e as posições mais altas/baixas), enquanto os Extremos (não circulados) são os desenhos intermediários que narram a história principal da cena.


B

Embora o método "em uns" (on ones, 24 desenhos por segundo) seja mais fluido e atraente, ele é reservado apenas para ações muito rápidas (como corridas) em projetos de alto orçamento. Contudo, o método "em dois" (on twos, 12 desenhos por segundo) é o mais fluido e realista para ações normais, pois o movimento mais amplo a cada frame cria uma sensação de peso e naturalidade superior à obtida na animação "em uns".


C

A ilusão de peso e realidade (credibilidade) é obtida primariamente através da rotoscopia (traçado de filmagens de atores reais), pois o movimento humano capturado pela câmera já contém o espaçamento e os arcos corretos. Assim, o animador precisa apenas reproduzir os movimentos.


D

A base estrutural de toda a ação reside no Tempo (Timing) e no Espaço (Spacing). O Tempo estabelece o ritmo e os impactos da ação, enquanto o Espaço define a distribuição das representações do desenho ao longo do arco de movimento, sendo que o espaçamento se torna mais apertado (com sobreposição) nas partes mais lentas da trajetória.


E

Para animadores de computação gráfica (motion designers), o conhecimento de desenho figurativo e anatomia (anatomia em animação) é dispensável, pois a "maquete" do personagem já está pronta no software, permitindo que a performance seja criada sem a base de desenho subjacente.

Na interação entre pessoas e sistemas, o desempenho das ações depende do alinhamento entre intenções mentais, mecanismos físicos e interpretações perceptivas. As chamadas lacunas de usabilidade emergem quando ocorre desalinhamento entre a intenção do usuário e a forma como o sistema comunica seu estado e resultado.


Assinale a alternativa que melhor distingue as lacunas cognitiva, intencional e perceptiva, e explica como visibilidade e feedback atuam na redução dessas discrepâncias.


A

A lacuna cognitiva surge quando o sistema é excessivamente previsível; a intencional ocorre quando o usuário depende de automatismos, e a perceptiva quando a interface limita o uso de instruções visuais complexas.


B

A lacuna cognitiva relaciona-se à estética e ao layout; a intencional à motivação do usuário, e a perceptiva à ausência de contrastes visuais; a visibilidade e o feedback interferem apenas na atratividade geral do design.


C

As lacunas intencional e perceptiva resultam da falta de familiaridade do usuário com a tecnologia; a visibilidade atua como reforço emocional, e o feedback como resposta automática sem valor interpretativo.


D

A lacuna intencional ocorre quando o usuário não consegue mapear suas metas em ações possíveis, e a perceptiva quando não interpreta adequadamente o estado do sistema; visibilidade e feedback reduzem a lacuna cognitiva ao mediar essa tradução mental.


E

A lacuna perceptiva está ligada à velocidade de resposta do sistema, enquanto a cognitiva depende do treinamento prévio do usuário; a visibilidade e o feedback são recursos decorativos de interface gráfica.

 
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