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Segundo Júlia Guimarães Mendes, estudiosa dos teatros do real, a cena contemporânea das últimas décadas tem buscado, tanto por contrastes quanto por ambiguidades, criar estranhamentos e provocações, desestabilizando nossas noções de real/realidade e ficção. julgando-se o campo de investigação, teoria e prática destes teatros, é correto dizer que eles:
Visam tão somente recriar o realismo teatral do século XIX, provocando nossas percepções.
Almejam assinalar que as noções de real e ficcional não têm mais nenhuma importância em nossas vidas práticas.
Apresentam a infalibilidade da noção de mimesis, como uma possibilidade capaz de abarcar toda a experiência humana.
Desenvolvem-se apenas com não atores, buscando gerar ambiguidades e ambivalências no modo como o espectador apreende o fenômeno cênico.
Sustentam um campo de tensão entre real e ficcional, provocando a consciência do espectador, discutindo a presença do ator como uma instância crítica.