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A etnomusicologia tem passado por significativas reorientações teóricas, notadamente em relação às críticas aos pressupostos de universalidade metodológica, neutralidade epistemológica e hegemonia eurocêntrica. Considerando as contribuições de Bruno Nettl, Steven Feld e Marcia Herndon, qual alternativa melhor expressa uma dessas inflexões críticas contemporâneas?
A etnomusicologia tradicional sustenta-se na ideia de objetividade metodológica, priorizando descrições técnicas desvinculadas das mediações socioculturais que constituem as práticas sonoras.
O método comparativo permanece central na análise etnomusicológica, dado seu potencial de uniformização das categorias analíticas aplicáveis a repertórios diversos e contextos interculturais.
A crítica recente ao campo defende metodologias que reconheçam os regimes de escuta situados, o protagonismo dos agentes culturais e a legitimidade de epistemologias não hegemônicas.
A imparcialidade científica da etnomusicologia é reafirmada quando se adota um distanciamento descritivo diante das expressões sonoras de comunidades específicas.
As abordagens estruturais continuam sendo privilegiadas por evitarem interferências ideológicas e possibilitarem a replicação analítica em contextos etnográficos distintos.