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A história da Música Popular Brasileira (MPB) é marcada por movimentos estéticos que refletiam as transformações sociais e culturais do país. Desde o surgimento do Choro e do Samba, passando pela 'era de ouro' do rádio, a sofisticação harmônica da Bossa Nova, a canção de protesto dos festivais e a explosão criativa do Tropicalismo, cada movimento trouxe novas sonoridades e temáticas. Compreender esses períodos exige analisar não apenas a música, mas também seu contexto político e social. A Bossa Nova, por exemplo, surgiu no final dos anos 1950, em um período de otimismo e modernização urbana no Brasil. Assinale a alternativa que descreve corretamente as características deste movimento.
O Clube da Esquina, movimento mineiro dos anos 70, foi uma vertente da Bossa Nova que se focava exclusivamente no violão e voz, rejeitando arranjos orquestrais e influências do rock progressivo ou do jazz.
O Tropicalismo, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, foi um movimento que buscou purificar o samba de influências estrangeiras, proibindo o uso de guitarras elétricas e fundindo-se exclusivamente com ritmos folclóricos do sertão.
A Bossa Nova caracterizou-se pela sofisticação harmônica (influenciada pelo jazz, com uso de acordes alterados e dissonâncias), uma batida rítmica sincopada ao violão (derivada do samba-canção) e um canto intimista, quase falado ('cool').
A Bossa Nova foi um movimento de retorno às raízes do samba de morro, utilizando instrumentação de escola de samba (surdos, cuícas) e letras que criticavam a elite de Ipanema, em oposição direta ao 'jazz americano'.
A Jovem Guarda, contemporânea da Bossa Nova, destacou-se pela complexidade harmônica de suas canções, utilizando progressões de jazz modal e letras politicamente engajadas, em oposição direta ao 'yeah-yeah-yeah' do rock internacional.