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O balé clássico consolidou-se como forma de arte dramática capaz de comunicar ideias e emoções por meio do movimento codificado. A construção cênica e expressiva dessa linguagem envolve integração entre corpo, narrativa e música. Considerando os fundamentos dramáticos do balé, é correto afirmar que:
O balé expressivo contemporâneo rompe definitivamente com a música como estrutura narrativa condutora, substituindo-a por marcações espaciais fixas, repetições gestuais minimalistas e silêncios prolongados que privilegiam a visualidade cênica.
A emoção deve ser controlada e neutralizada durante a performance para preservar a objetividade estética, a uniformidade de execução técnica e a padronização formal estabelecida pelos métodos tradicionais de ensino clássico europeu.
A expressividade no balé depende prioritariamente do virtuosismo técnico individual e da execução precisa dos passos codificados, sendo o enredo elemento acessório subordinado à forma coreográfica e ao desenvolvimento de habilidades motoras complexas.
A comunicação simbólica do balé ocorre prioritariamente por meio da pantomima codificada e dos gestos convencionais, sem participação significativa do movimento técnico abstrato nas intenções dramáticas ou na construção de significados cênicos.
A expressividade do balé resulta da síntese entre gesto codificado, musicalidade e intenção dramática, permitindo narrar enredos sem uso da palavra, conforme a concepção do ballet d'action proposta por Noverre no século XVIII.