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Considere o texto a seguir:
“Presentes na cultura colonial, ou na contemporaneidade entendida como pós-colonial, a estética afro-diaspórica é tomada por uma retórica contra-moderna; articulando gestos de memórias pré-escravização a uma performance que opera como um mecanismo de contrapoder a dominação colonial aqueles que foram submetidos a escravização e seus descendentes. São práticas artísticas que se encontram tanto dentro, quanto fora da modernidade, pois podem ser analisadas em relação a suas formas modernas — e as ligações com as culturas brancas dominantes -, quanto a sua crítica particular, singular, própria, desenvolvida a partir da memória da escravização e a sua resistência à opressão.”
REGO, Júnia Motta Antonaccio Napoleão do. A autenticidade da arte rupestre paleolítica: um olhar sobre os sítios do Parque Nacional Serra da Capivara- PI. ARACÊ, [S. l.], v. 7, n. 9, p. e8566, 2025. DOI: 10.56238/arev7n9-325. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/8566. Acesso em: 31 jan. 2026.
Sobre a arte Afrodiaspórica brasileira, assinale a alternativa CORRETA.
A arte Afrodiaspórica brasileira, mesmo inserida na cultura do colonizador, faz do resgate às memórias ancestrais um movimento de contestação da modernidade, por entendê-la como uma herança das culturas brancas opressoras.
O principal objetivo da estética Afrodiaspórica brasileira é ressignificar as formas contemporâneas de produção artística, mesmo que para isso seja necessário reabrir as feridas causadas pela escravidão.
A totalidade das criações artísticas brasileiras, quando analisadas no contexto da produção contemporânea, pode ser considerada afrodiaspórica.
O texto sugere uma possibilidade de análise das artes Afrodiaspóricas produzidas no Brasil, tomando como referência as relações de dependência técnica que estabelecem com as heranças colonialistas, advindas dos movimentos modernistas europeus.
A arte a Afrodiaspórica brasileira, uma vez homogeneizada nas culturas brancas dominantes, perde sua capacidade de exercer resistência aos “mecanismos” de dominação colonial.