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TEXTO PARA A QUESTÃO 53
“1. As vozes devem movimentar-se, de preferência, por graus conjuntos. Em caso de estarem obrigadas a movimentar-se por graus disjuntos, procurar-se-á o caminho mais curto para a próxima nota do acordo seguinte. Exceção: baixo.
2. Quando dois acordes consecutivos, no soprano, contralto ou tenor, tiverem uma ou mais notas em comum, estas, de preferência, deverão ser conservadas na mesma voz, e, se possível, nas partes intermediárias.(…)
3. Deve-se evitar o movimento das vozes em uníssono, quintas ou oitavas justas consecutivas; pois estes intervalos, como parecem se fundir num som só (consonâncias perfeitas), prejudicam a independência das vozes, condição principal para a tetrafonia."
KOELLREUTTER, H. J. Harmonia Funcional: introdução à teoria das funções harmônicas. São Paulo: Ricordi, 1986. p. 15.
Durante um exercício de harmonização de um coral a quatro vozes, um estudante de música precisa realizar o encadeamento entre dois acordes consecutivos nas vozes superiores e intermediárias. O objetivo é garantir a máxima fluidez melódica e respeitar a independência das linhas, evitando erros clássicos que descaracterizam a polifonia.
Considerando as regras de condução estabelecidas por Koellreutter no texto acima, a estratégia técnica ADEQUADA para conectar esses acordes é:
Para evitar uma sonoridade estática e monótona, as vozes do soprano e contralto devem evitar graus conjuntos, priorizando saltos melódicos expressivos, enquanto o baixo se encarrega dos movimentos por grau conjunto.
É preferível que todas as quatro vozes se movimentem simultaneamente na mesma direção (todas ascendentes ou todas descendentes) para garantir que o bloco sonoro do acorde se desloque de forma uniforme e coesa.
O movimento paralelo de quintas ou oitavas justas consecutivas é encorajado entre o baixo e o soprano, pois, sendo consonâncias perfeitas, esses intervalos ajudam a reforçar a estabilidade e a afinação do coral.
Caso dois acordes consecutivos compartilhem uma nota (nota comum), a estratégia recomendada é manter essa nota na mesma voz (como no contralto ou tenor) para atuar como um elo entre as harmonias.
Quando uma voz for obrigada a realizar um salto (movimento disjunto), o aluno deve ignorar a proximidade da nota seguinte, optando por um salto maior para gerar contraste melódico.