TEXTO PARA A QUESTÃO 58"Costa e Machado (2012, v. 1)...
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TEXTO PARA A QUESTÃO 58"Costa e Machado (2012, v. 1)...

TEXTO PARA A QUESTÃO 58


"Costa e Machado (2012, v. 1) consideram que o ensino de piano disponível nas universidades, em disciplinas como Piano Complementar, estimula a aquisição de habilidades como o acompanhamento melódico, a criação de arranjos, a leitura de partituras e a prática de piano em grupo [...]. Além disso, tendo em vista as vantagens da prática de piano em grupo, entre elas, a de tornar a aula mais dinâmica e musical, Costa e Machado (2012, v. 1, p. 5) argumentam que enquanto o ensino tradicional focava na aquisição de repertório e habilidades técnicas pelos graduandos, o ensino complementar de piano em grupo busca sobretudo desenvolver a musicalidade do aluno, instrumentalizando-o melhor para vencer os desafios técnicos e harmônicos do instrumento."


ROCHA, José Leandro Silva. Aprendizagem criativa de piano em grupo. São Paulo: Blucher, 2016. p. 44.


Considerando o texto apresentado e as especificidades do ensino de Piano Complementar nos cursos de Licenciatura em Música, avalie a proposta de um coordenador pedagógico que visa reestruturar a disciplina para superar o modelo de "conservatório adaptado".


A diretriz que melhor traduz a perspectiva pedagógica defendida pelos autores para o ensino coletivo de piano neste contexto é:


A

Estruturar a disciplina com foco no atendimento individualizado via fones de ouvido, permitindo que cada aluno avance em seu próprio ritmo na leitura de repertório erudito, minimizando a interferência sonora para garantir a concentração técnica necessária.


B

Priorizar a execução de escalas e exercícios técnicos preparatórios no primeiro semestre, garantindo que o aluno adquira a independência motora dos dedos antes de ser introduzido a atividades complexas de criação ou harmonização.


C

Focar o ensino na alfabetização musical e na leitura à primeira vista de partituras progressivas, visto que a principal lacuna de formação dos licenciandos não pianistas reside na dificuldade de decodificação da notação tradicional.


D

Integrar o desenvolvimento técnico à compreensão da linguagem musical, utilizando a prática de arranjos, a improvisação e a harmonização como estratégias para que o grupo vivencie os conceitos teóricos de forma prática e criativa.


E

Reduzir a exigência de performance instrumental, deslocando o foco para a análise teórica e formal das obras ao piano, uma vez que o objetivo do curso de Licenciatura não é formar instrumentistas, mas sim teóricos da educação musical.