Em algumas técnicas de dança moderna, também se realizam
muitos movimentos do balé, tais como os pequenos ou os
grandes pliês, mas todos os critérios de execução são
subvertidos, como o alinhamento da patela acima do segundo
artelho, a amplitude máxima de abertura dos joelhos, o
alinhamento da coluna e o encaixe do quadril, os quais nunca
são os mesmos do balé clássico.
Segundo a técnica de Klauss Vianna, a visão do espaço deve
ser bastante singular, pois, antes de se começar qualquer
trabalho corporal, é necessário incorporar o espaço a ser
utilizado e reconhecer os seus limites internos, seja em sala de
aula, no palco ou ao ar livre. Caso contrário, as intenções do
movimento dispersam-se e perdem sua força.
Uma das heranças dos expressionistas para a dança moderna é
o uso de grandes orquestras com instrumentos – principalmente
de cordas –, como violinos, violas, contrabaixos e harpas.
Tanto em L’Après-Midi d’un Faune, de Claude Debussy, como
na Sagração da Primavera, de Stravinsky, os padrões
tradicionais de forma e ritmo influenciaram as respectivas
pesquisas coreográficas.
A teoria da harmônica incoerência defendida por Klauss
Vianna está diretamente relacionada com o princípio da
oposição nos movimentos, adotada nas escolas de dança
moderna, tanto alemãs quanto norte-americanas. Para ele todo
gesto é resultado da oposição de dois conceitos, formando a lei
da harmônica incoerência; se este gesto é analisado de um só
ângulo, mas unido ao todo, surge a harmonia.
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