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A natureza heterogênea dos elementos que compõem a representação teatral – objetos, sonoplastia, maquiagem – faz com que ela não se configure como produção cênica de um texto, uma vez que este último se elabora na diacronia de um sistema único, a língua. É da combinação entre o texto e outros sistemas de signos que emerge o significado pretendido pelos emissores do complexo discurso que é a representação.
PUPO, Maria Lúcia. Entre o Mediterrâneo e o Pacífico. São Paulo: Perspectiva, 2005, p. 1-2.
Podemos ainda acrescentar ao pensamento de Maria Lúcia Pupo a realidade da escola, na qual o texto geralmente é introduzido em variados momentos do processo, sem que esta escolha acarrete perda significativa para a proposta pretendida.
Assinale a alternativa que corresponde ao uso do texto em processos de improvisação.
A adição de textos de autores consagrados é um pré-requisito indispensável na ampliação do conhecimento, influenciando diretamente na qualidade dos produtos cênicos criados pelos estudantes em variados processos de improvisação.
A construção de textos com base na improvisação permite que os envolvidos se valorizem mutuamente no processo, ao mesmo tempo em que expõe questionamentos e valores do grupo, além de representar um vigoroso processo colaborativo.
Criar um texto no âmbito da improvisação reforça o fazer compartilhado, a expressão das emoções e a noção de pertencimento, mas incorre na limitação do caráter poético das formulações teatrais, promovendo um empobrecimento da estética da cena.
O estímulo à criação do texto teatral pode ser variado: poemas, crônicas, notícias de jornal, letras de canções populares, mas também textos clássicos, respeitando as especificidades de cada fonte, já que a noção tradicional de gênero dramático permanece inalterada.