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Partindo dos pressupostos de que o teatro é feito para alguém e que o jogo, ainda que realizado com o outro, não está livre de desenvolver-se aos olhos de um terceiro, as questões que envolvem aprovação/desaprovação tornam-se uma discussão pertinente. Preocupação recorrente nas pesquisas de Viola Spolin, o julgamento por parte do professor, durante as oficinas de trabalho improvisacional, é atitude qualitativa de sua postura como coordenador.
O binômio aprovação/desaprovação, na perspectiva de Viola Spolin, sugere que
o professor não pode julgar o bom ou o mau, pois não existe uma maneira absolutamente correta para solucionar o problema, mas deve deixar que os próprios estudantes se julguem uns aos outros, valorizando a expectativa da avaliação.
agindo como um guia, a figura do coordenador deve sempre representar uma referência para o estudante em constante descoberta. Nesse sentido, o julgamento, ainda que por critérios pessoais, será também um ato de generosidade.
é mais difícil reconhecer autoritarismo na aprovação do que na desaprovação. Uma aprovação do professor indica que foi feito algum progresso, mas um progresso em termos do professor, e não em termos do estudante.
no âmbito do teatro improvisacional, aprovação/desaprovação relacionam-se com a avaliação, portanto, o professor coordenador, avaliando seus estudantes, não está livre do julgamento por suas referências.