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Os momentos festivos da escola, como as festas juninas, podem se constituir em um importante mote para que toda a comunidade apresente seus modos de pensar, sentir e agir corporalmente, de evidenciar sua cultura por meio do movimento, já que não se está entre as quatro paredes da sala de aula e os corpos se misturam nos entrelaces da dança, da música e da teatralidade festiva. As escolas, os professores de modo geral, e não somente os de Educação Física, podem ser importantes aliados nesta luta de conscientização.
Pensar o corpo numa perspectiva multicultural, como mediador de um autoconhecimento emancipatório na escola por meio da corporeidade, significa
educar para que os estudantes deixem emergir o corpo objeto, o corpo vivido fundamentado na aceitação do corpo do outro, cuja sustentação encontra-se em cada processo individual.
entender que corporeidade diz respeito a tudo que preenche espaço e se movimenta, que ela situa o homem como um ser no mundo, e que o teatro pode e deve ser um mediador deste processo.
perceber a diferença do outro, mas exigir que as suas diferenças também sejam aceitas, pois, estando estabelecidos os limites entre um e outro indivíduo, o estudante ator pode trabalhar livremente, descobrir suas possibilidades corporais e apresentá-las quando solicitado.
compreender que o corpo precisa de treinamentos adequados, que deem conta da pressão cotidiana provocada pelo estresse da carga de estudos, para que, assim, possa se tornar um corpo disponível, dilatado, aberto para a cena.