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“[...] De 2001 a 2015, os 10% mais ricos abocanharam de 54% a 55% da renda nacional [...]. Quando se observa o topo do topo, isto é, o 0,1% mais rico, percebe-se uma variação maior. Esse grupo controlava 11% da renda nacional em 2001, aumentou a participação para mais de 16% em 2007, e depois viu a fatia recuar para 14%, com pequenas oscilações nos anos seguintes.”
MARTINS, Rodrigo. A brutal desigualdade de renda continua a ser o traço definidor do Brasil. Carta Capital.
4 out. de 2017. p. 22.
Considerando os dados relativos à renda concentrada pela parcela mais rica do Brasil, é correto afirmar:
Ao longo da primeira década e meia do século XXI, essa parcela teve sua riqueza estabilizada ou mesmo registrou ganhos em sua porção mais rica.
Entre 2001 e 2015, os 10% mais ricos dos brasileiros tiveram sua riqueza aumentada pela solidariedade dos 0,1% do topo do grupo.
No período identificado, os 10% mais ricos do país, ocupando o topo do topo da escala social, tiveram sua riqueza ampliada na média de 15%.
Nos primeiros quinze anos do século XXI, houve transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, que concentraram mais da metade da riqueza nacional.