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Empresa de tecnologia roubou nossas vozes, clonou e vendeu
Lehrman e sua parceira Linnea Sage andavam de carro perto de casa. Eles ouviam um podcast sobre as greves em Hollywood e como a inteligência artificial (IA) poderá afetar aquele setor.
E aquele podcast tinha um atrativo específico. Era uma entrevista com um chatbot gerado por IA, equipado com software que transforma texto em fala.
Quando o chatbot falou, sua voz se parecia exatamente com a de Paul Lehrman.
"A ironia era que a IA está chegando à indústria do entretenimento e ali estava a minha voz, falando sobre a possível destruição do setor."
Naquela noite, eles passaram horas online procurando indicações sobre o que poderia ter ocorrido, até que chegaram ao site da Lovo, que transforma texto em fala. Sage conta que também encontrou uma cópia da voz dela.
"Fiquei impressionada. Não conseguia acreditar. Uma empresa de tecnologia roubou as nossas vozes, fez clones delas com IA e as vendeu."
O casal processou a Lovo e a empresa ainda não respondeu à ação, nem aos pedidos de comentários.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c75nywr054do. Adaptado)
Com base no texto, qual alternativa reflete corretamente a situação de uso não autorizado de vozes por uma empresa de tecnologia?
A utilização das vozes foi recebida com ressalva, pois os envolvidos viram nela uma oportunidade de ingresso no setor judiciário.
A empresa de tecnologia clonou as vozes dos envolvidos usando IA e as comercializou sem autorização, levando-os a mover uma ação judicial.
O uso das vozes para comercialização foi autorizado previamente, mas a empresa não notificou sobre a utilização em novos produtos.
Após uma investigação online, foi confirmado que a empresa de tecnologia não estava associada ao uso das vozes encontradas no podcast.