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Sobre o processo de formação das cidades da Paraíba, com foco nas dinâmicas de ocupação territorial e organização econômica entre os séculos XVII e XIX, assinale a alternativa que analisa corretamente esse fenômeno:
As cidades paraibanas se formaram majoritariamente a partir da ocupação espontânea, em áreas costeiras voltadas à exploração de recursos pesqueiros, com pouca interferência das autoridades coloniais, que só investiram no desenvolvimento urbano no final do século XIX. O crescimento das cidades paraibanas no interior foi estimulado pela descoberta de jazidas de ouro e prata no século XVII.
A formação das cidades da Paraíba esteve profundamente ligada ao controle das fronteiras coloniais com os holandeses e franceses, sendo João Pessoa fundada estrategicamente como um forte militar, enquanto cidades no interior, como Campina Grande, surgiram como entrepostos comerciais para o escoamento da produção agrícola. Esse processo foi intensificado com a expulsão dos invasores estrangeiros no século XVIII.
A urbanização na Paraíba foi impulsionada pela economia de subsistência, com as cidades surgindo em torno de aldeamentos indígenas que foram assimilados pelas ordens religiosas católicas. O processo de ocupação foi marcado pela pacificação dos indígenas e pela integração das missões ao mercado colonial, especialmente na produção de tabaco e algodão.
O processo de formação das cidades paraibanas teve como principal fator impulsionador a construção de estradas de ferro no final do século XIX, conectando o interior do estado ao litoral e possibilitando a exportação de produtos como algodão, cana-de-açúcar e couro. Essa infraestrutura foi financiada por empresas inglesas que viam no estado um grande potencial agrícola e comercial.
O desenvolvimento das cidades paraibanas seguiu um modelo descentralizado, com as vilas se consolidando principalmente em áreas rurais voltadas para a exploração mineral. No entanto, as cidades costeiras não foram favorecidas por essa dinâmica e só começaram a se desenvolver no início do século XX, quando o governo estadual começou a investir em infraestrutura portuária.