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Leia o texto a seguir.
As cidades mais velhas do norte e nordeste goiano, [...] conservam nos municípios muitas vilas e aglomerados humanos constituídos quase que exclusivamente de pretos. E a maioria ainda é formada de uns negros bastante tímidos, mesmo até ariscos. Sabe-se que, quando vêm ao comércio, é um “Deus nos acuda”. E andam uns atrás dos outros em passos iguais, diria, como bororós no Mato Grosso, espantados, como se fossem bois de boiada, retratando que vivem - ainda em péssima condição social-cultural, higiênica e de alimentação. Segundo o Dr. Juracy Cordeiro, inteligente promotor de justiça conhecedor daquela área, há por lá os chamados negros Calunga, que já formaram a região do próprio nome, dizendose mesmo que se comunicam através de um dialeto inelegível, especialmente quando encontrados num perímetro urbano, o que seria por certo ainda, um remanescente da língua africana.
Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Desktop/Quilombos%20de%20goi%C3%A1s.pdf. Acesso em: 05 mar. 2024.
O trecho traz uma notícia da realidade dos Kalungas, que vivem na porção norte do território goiano. As comunidades existentes em Goiás são
Engenho II, Prata, Vão do Moleque e Vão das Almas.
Maria Rosa, Pilões e Ivaporunduva.
André Lopes, Sapatu e Galvão.
Engenho e Abobral Margem Esquerda.