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Para estudiosos do Golpe Político e Militar, conhecido como Revolução de 1930, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, foi implantado um Estado de Compromisso que, segundo o historiador Boris Fausto, abrangeria a conciliação de interesses entre os vários segmentos da sociedade brasileira que apoiaram o movimento, em substituição à hegemonia dos setores cafeeiros paulistas e pecuaristas mineiros.
Os cafeicultores, apesar de afastados do centro do poder, mantiveram-se com seus interesses econômicos atendidos, em função da enorme importância da cafeicultura para a economia brasileira.
Visando assegurar a proteção ao setor cafeeiro, o governo Vargas adotou:
além da compra e da destruição dos excedentes da produção cafeeira, a redução em 50% do valor de todos os débitos dos produtores
o acordo conhecido como Convênio de Taubaté, em que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro deveriam comprar os excedentes
o incentivo aos produtores para aumentar a produção, barateando o preço do café e aumentando a competitividade no mercado
uma ação diplomática junto aos EUA, para aumentar as exportações do café para esse país, o qual estava em plena prosperidade econômica