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Para estar na política, mulheres indígenas enfrentam desafios como falta de apoio e preconceito
Nas últimas eleições, das 1.721 candidaturas autodeclaradas indígenas, somente 9% se elegeu; apenas 31 mulheres
Recentemente, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em discurso durante o Acampamento Terra Livre, incentivou que mais mulheres indígenas se candidatassem nas próximas eleições municipais para aumentar a representatividade em diferentes esferas do poder nacional. Apesar do aumento das candidaturas indígenas de 2016 para 2020, ainda há uma sub-representação nas câmaras municipais. Pré-candidatas indígenas, no Paraná, destacam a falta de apoio e de estrutura, bem como a visão preconceituosa da sociedade. Apontam, também, os desafios para se manterem na política como mulheres indígenas.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
A política é um espaço de disputas, que se fortalece democraticamente através da representatividade. Nesse sentido, a presença de mulheres indígenas nos diferentes espaços de representação política (municipal, estadual e nacional) significa:
A modificação no cenário político nacional, que passa a entender os povos indígenas como vetores da nova política, sem relação com projetos integrados para a sociedade civil.
O aumento de candidaturas diversas, com o objetivo principal de seguir as leis eleitorais e exigências partidárias, a fim de evitar processos administrativos e cancelamentos virtuais.
A valorização da matriz originária dos povos indígenas brasileiros, pelo ponto de vista das mulheres, a partir de suas contribuições sociais em um passado remoto, mas que não se cristalizam na atualidade.
A abertura para discussões acerca das necessidades específicas das mulheres indígenas no Brasil contemporâneo, a partir das vivências daquelas que se inserem nesse grupo e são porta-vozes das suas demandas.