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O Censo 2022 informou que a população indígena total no Brasil é de 1.694.836 pessoas, porém, o IBGE divide esse total entre os que têm a "cor ou raça indígena” e os que “se consideram indígenas" de outras formas. Desse número total, qual é a quantidade exata de pessoas que declararam ter “cor ou raça indígena"?
467.194 pessoas.
850.130 pessoas.
1.227.642 pessoas.
1.330.186 pessoas.
985.450 pessoas.
Sobre os estudos antropológicos relacionados aos povos originários no Brasil, conforme informações disponíveis no site da prefeitura, analise as assertivas abaixo:
I. Possuem relevância em processos administrativos vinculados à questão territorial indígena.
II. Podem ser utilizados como elemento técnico em decisões do Poder Público.
III. Contribuem para a compreensão das relações culturais e históricas dos povos indígenas.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
É o órgão do governo federal responsável pela formulação, coordenação e execução das políticas públicas voltadas à proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas no Brasil. Vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, essa instituição atua, entre outras atribuições, na demarcação de terras indígenas, na proteção dos povos isolados e no fortalecimento de suas culturas e modos de vida. Que órgão é esse?
Ibama.
Incra.
Funasa.
Iphan.
Funai.
Distribuição geográfica de reservas de terras raras, 2026.

Nota: Os valores são estimados em termos de equivalentes de óxidos de terras raras e incluem todos os elementos de terras raras. As participações são baseadas no volume das reservas que poderiam ser extraídas economicamente no momento da determinação. Mianmar foi excluído do gráfico devido à falta de dados confiáveis sobre as reservas, mas o país é um dos maiores produtores de terras raras médias e pesadas.
Disponível em: https://observatoriodamineracao.com.br/discussao-sobre-soberania-esbarra-no-fato-de-que-as-terras-raras-brasileiras-ja-tem-donos-estados-unidos-australia-e-canada/ Acesso em: 20 mai. 2026. (Adaptado)
Sobre as terras raras é CORRETO afirmar:
São porções de terra demasiadamente ricas em macro e micronutrientes, os quais são responsáveis pela alta fertilidade do solo, tornando áreas altamente férteis e cultiváveis.
Concentram, no Brasil, a segunda maior produção mundial a partir da exploração e do melhoramento de cerca de 21 Mt de óxidos.
Compõem minerais críticos e estratégicos para a descarbonização da economia e para o atendimento de setores tecnológicos que envolvem a defesa e a informação.
Indicam generalizada presença de solos ricos em lítio no mundo, necessários para a produção de insumos tecnológicos atrelados à inteligência artificial.
Regulamentam-se, no mundo, a partir do protagonismo da Organização das Nações Unidas e da articulação política e econômica voltada aos direitos humanos.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Representantes dos povos Kayapó e Panará, vindos da região do Alto Xingu, em Mato Grosso, e do Pará, se juntaram na última segunda-feira (16 de fevereiro) ao protesto que bloqueia o acesso ao porto da multinacional Cargill, em Santarém, no oeste do Pará. A manifestação, iniciada em 22 de janeiro, é liderada por indígenas das regiões do Baixo e Médio Tapajós e já reúne cerca de 1,2 mil pessoas. Na última sexta-feira (13 de fevereiro), indígenas Munduruku do Alto Tapajós também aderiram à mobilização.
(“Indígenas da etnia Kayapó, Panará e Munduruku se unem a protesto”, 18.02.2026. Disponível em: https://encurtador.com.br/UPPt. Adaptado)
A manifestação indígena lutava contra a
decisão do Congresso sobre o marco temporal.
ampliação da mineração legal em áreas indígenas.
permissão do cultivo de soja em terras demarcadas.
concessão de hidrovias à iniciativa privada.
nova política de demarcação de terras indígenas.


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Analise a imagem a seguir:

(Zé Dassilva, Marco temporal, NSC Total. Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/noticias/ charge-do-ze-dassilva-marco-temporal)
É correto afirmar que, na imagem,
criticam-se as diferenças culturais entre sociedades indígenas primitivas e a sociedade nacional capitalista.
aborda-se o contexto de luta pela demarcação de terras tradicionalmente ocupadas pelos povos originários.
compara-se o desenvolvimento econômico entre povos indígenas aculturados e a sociedade nacional desenvolvida.
destaca-se a situação de atraso cultural e econômico dos povos indígenas em relação à sociedade global.
observa-se a superioridade civilizatória dos povos originários que não estão integrados à sociedade brasileira.
Funai completa 57 anos com reconhecimento do indígena como protagonista
Instituição passou por mudanças ao longo dos tempos e chega à atual configuração com reconhecimento dos povos indígenas como protagonistas e foco no respeito às diferentes etnias.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) completa 57 anos nesta quinta-feira (5/12). Ao longo de quase seis décadas de existência, a autarquia passou por inúmeras mudanças até chegar à configuração atual, que reconhece os povos indígenas como protagonistas e tem como foco o respeito às diferentes etnias.
(Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/. Acesso em: dezembro de 2024.)
Os povos indígenas brasileiros possuem uma trajetória histórica de resistência, que se estende desde a colonização até os desafios atuais. Nesse sentido, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) se destaca com atuação essencial no cenário nacional. Pode-se destacar a relevância do trabalho desenvolvido pela Funai, pois:
Negocia a divisão de terras indígenas de forma igualitária com os latifundiários de determinadas regiões de interesse da agropecuária.
Defende a autonomia dos povos indígenas brasileiros ao segregá-los inteiramente da sociedade como forma de garantir sua independência.
Demonstra a riqueza cultural dos povos indígenas através do valor financeiro atribuído aos seus produtos artesanais e comercializado pela autarquia.
Articula a favor da garantia do acesso aos direitos dos povos indígenas, contribuindo com sua preservação identitária, cultural e proteção do território.
Os grupos indígenas que ocupavam o território sergipano no passado eram, em sua maioria, do tronco-linguístico:
macro-jê
caraíba
tapuia
tupi
Em 20 de outubro de 2023, entrou em vigor a Lei nº 14.701 que institui o Marco Temporal, trazendo implicações relevantes aos povos originários do Brasil. A lei é objeto de ações que questionam sua constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.
A lei do Marco Temporal estabelece que
as mulheres indígenas só podem casar-se após 18 anos.
novas atividades de mineração, em terras indígenas, só podem ser iniciadas após a vigência da lei.
os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam na data de promulgação da Constituição Federal de 1988.
os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam até o ano de 1500.
os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras por eles ocupadas e registradas após a vigência da lei.
A comunidade indígena da etnia Potiguara está situada em dois municípios: Canguaretama e Goianinha. Assim como a Festa da Castanha do Amarelão e a Festa do Milho de Sagi-Trabanda, os Potiguara realizam anualmente no dia de todos os santos — primeiro de novembro — a Festa da Batata. O referido festejo é realizado pelo povo
Potiguara Assu.
Potiguara do Catu.
Potiguara Tarairiú.
Potiguara Ibirapi
Potiguara Paiacu.


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No dia 08/08/2025, o Jornal do Brasil publicou a seguinte notícia:
O etnobotânico Hemerson Dantas dos Santos Pataxó Hãhãhãi – como o próprio nome indica – pertence a uma etnia indígena e é doutorando do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em seu estudo, ele catalogou 175 plantas medicinais utilizadas pelo seu povo com a intenção de resgatar os saberes ancestrais no uso de tais plantas, perdidos ao longo dos tempos. O pesquisador descobriu 43 plantas utilizadas para o tratamento de três enfermidades – diabetes, verminoses e hipertensão. Além disso, a investigação verificou que 79% das 175 plantas pesquisadas têm seus usos em consonância com apontamentos da literatura científica recente.
Disponível em: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/07/1056179-pesquisador-indigena-cataloga-150-plantas-medicinais-de-seu-territorio.html. Acesso em: 20 ago. 2025.
Quais das afirmativas a seguir explica o fenômeno a que o texto se refere? Assinale a alternativa CORRETA.
Trata-se do protagonismo da Universidade que tem uma relação única e profunda com a terra, o meio ambiente e o conhecimento erudito. E esse conhecimento é vital não apenas para a preservação das culturas indígenas, mas também para a sustentabilidade da ciência e do planeta Terra como um todo.
Trata-se do protagonismo do povo brasileiro, que assegura e propõe um caminho para um futuro em que os povos indígenas sejam plenamente reconhecidos. Essa valorização passa pela educação, pela conscientização e pelo apoio às lideranças, promovendo o respeito as culturas indígenas.
Trata-se da ação da União Europeia Indígena (UEI) que propõe a justiça social como uma necessidade urgente para a preservação do nosso planeta e das nossas próprias identidades culturais. A entidade apoia e valoriza os povos indígenas, investindo em pesquisa em todo o mundo.
Trata-se do protagonismo do pesquisador que entrou em contato com o conhecimento ancestral dessas plantas, por meio dos anciões, que as conheciam nas florestas antes mesmo da expulsão em 1940. Dessa forma, tornou-se clara a consciência do conhecimento desses anciões.
Trata-se do protagonismo indígena, que desde o final da década de 1970, propõe uma nova compreensão histórica dos povos nativos. Antes eram frequentemente vistos como vítimas passivas ou meros espectadores, a ideia agora é liderar e tomar decisões que impactem diretamente as suas comunidades.
A Convenção sobre Diversidade Biológica, firmada durante a Eco-92, estabeleceu bases para o enfrentamento da biopirataria em âmbito internacional. No Brasil, a Lei da Biodiversidade (Lei n.º 13.123/2015) representa um marco regulatório sobre o tema. Contudo, povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos continuam sendo afetados por práticas que se apropriam de seus saberes ancestrais. Considerando as dimensões da biopirataria e seus impactos, é correto afirmar que:
A biopirataria cultural envolve a apropriação de saberes tradicionais sobre ecossistemas e biomas, afetando povos que detêm conhecimentos ancestrais sem que haja repartição justa dos benefícios oriundos de sua utilização.
A biopirataria cultural distingue-se da biopirataria convencional por não envolver recursos genéticos, limitando-se à reprodução de práticas artesanais de povos originários.
A Lei da Biodiversidade regulamenta o acesso a recursos genéticos, dispensando autorização prévia quando a exploração é destinada a pesquisas conduzidas por instituições públicas nacionais.
A Convenção sobre Diversidade Biológica estabeleceu como base o uso sustentável da biodiversidade, excluindo de seu escopo a proteção aos conhecimentos de comunidades tradicionais.
A repartição de benefícios prevista na Convenção sobre Diversidade Biológica aplica-se à comercialização de produtos, não abrangendo o patenteamento de processos derivados de conhecimentos tradicionais.
Os povos originários são aqueles que habitavam um território antes do processo de colonização, e cujos descendentes preservam vínculos históricos, culturais e sociais com essas terras. No Brasil, os povos originários são os:
Ribeirinhos.
Indígenas.
Caucasianos.
Ciganos.
Em 2023, o Governo Federal criou o Ministério dos Povos Indígenas, com o objetivo de garantir o acesso dos indígenas à educação e à saúde, demarcar terras indígenas e combater o genocídio desses povos. Quem foi nomeado para assumir esse Ministério?
Daniel Munduruku.
Sônia Guajajara.
Joenia Wapichana.
Marina Silva.
Raoni Metuktire.
Leia, a seguir, trechos da reportagem extraída do g1.globo.com, de 2019: “Indígenas

Adaptado do poema do poeta indígena Denilson Baniwa
A jornada de representantes dos povos originários pela quebra de estereótipos sobre a diversidade indígena e a luta contra o preconceito tiveram uma vitória em 2022 com a revogação do Decreto-Lei nº 5.540/1943 e a promulgação da Lei Federal nº 14.402/2022, que institui o dia ______________ como celebração anual do Dia dos Povos Indígenas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
19 de abril
21 de abril
22 de abril
07 de setembro
02 de novembro


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Em 2025, o cacique _____________, líder Kayapó conhecido pela sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas, encontrou-se com o presidente Lula e o aconselhou para que não explorassem petróleo na Margem Equatorial, especialmente na região em frente à foz do ___________________. O diálogo demonstra a tensão entre o discurso ambiental de proteção às florestas e aos povos originários e o desenvolvimentismo econômico quem marca os governos petistas.
Ângelo Kretã/rio Iguaçu.
Raoni Metuktire/rio Amazonas.
Davi Kopenawa/rio Tietê.
Jacir Macuxi/rio Paraguai.
Ailton Krenak/rio São Francisco.
Tayse Campos Potiguara é uma líder da comunidade dos Mendonça do Amarelão e ativista do Movimento Indígena do Rio Grande do Norte.
Considerando o trecho de sua entrevista, sobre a identidade e a autoafirmação dos povos indígenas, depreende-se que
os vocábulos “índio” e “indígena” não são utilizados pelos descendentes dos povos originários, pois são estereótipos homogeneizadores impostos pelos portugueses.
a utilização dos termos “índio” e “indígena” é necessária, uma vez que enfatiza a historicidade do modo de vida dos povos originários e fortalece seu reconhecimento étnico.
o uso de termos como “índio” e “indígena”, em detrimento das identidades particularizadas, indica a forma como as identidades dos povos originários são apropriadas pela sociedade não-indígena.
o termo “indígena” é uma criação dos colonizadores, cujo objetivo era homogeneizar e desagregar as comunidades originárias, desenraizando-as de suas origens étnicas.
o substantivo “índio” é uma invenção dos primeiros povos no contexto da Constituinte, porque os ajuda politicamente a obter uma forma de inteligibilidade com relação ao Estado.
No Brasil, a educação quilombola é essencial para manter vivos os espaços de resistência e identidade da população negra remanescente nos quilombos. Entretanto, a prática demonstra uma série de necessidades não atendidas para o funcionamento adequado dessas instituições. Como forma de buscar soluções para essa questão, são consideradas ações essenciais:
O reconhecimento da importância de políticas de auxílio aos profissionais da educação quilombola e a valorização do ensino antirracista em todos os espaços escolares.
A valorização da classe profissional da educação que atua nos centros urbanos, por meio do pagamento de vale-transporte e vale-alimentação, para além da remuneração salarial.
A responsabilização dos profissionais da educação quilombola pela construção de alojamentos que facilitem seu trabalho, além da valorização do ensino-aprendizagem democrático.
O debate acerca da pauta do antirracismo apenas nas escolas quilombolas, aliado à formação continuada de professores para dinamizar as atividades escolares com recursos tecnológicos.
Para estar na política, mulheres indígenas enfrentam desafios como falta de apoio e preconceito
Nas últimas eleições, das 1.721 candidaturas autodeclaradas indígenas, somente 9% se elegeu; apenas 31 mulheres
Recentemente, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, em discurso durante o Acampamento Terra Livre, incentivou que mais mulheres indígenas se candidatassem nas próximas eleições municipais para aumentar a representatividade em diferentes esferas do poder nacional. Apesar do aumento das candidaturas indígenas de 2016 para 2020, ainda há uma sub-representação nas câmaras municipais. Pré-candidatas indígenas, no Paraná, destacam a falta de apoio e de estrutura, bem como a visão preconceituosa da sociedade. Apontam, também, os desafios para se manterem na política como mulheres indígenas.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
A política é um espaço de disputas, que se fortalece democraticamente através da representatividade. Nesse sentido, a presença de mulheres indígenas nos diferentes espaços de representação política (municipal, estadual e nacional) significa:
A modificação no cenário político nacional, que passa a entender os povos indígenas como vetores da nova política, sem relação com projetos integrados para a sociedade civil.
O aumento de candidaturas diversas, com o objetivo principal de seguir as leis eleitorais e exigências partidárias, a fim de evitar processos administrativos e cancelamentos virtuais.
A valorização da matriz originária dos povos indígenas brasileiros, pelo ponto de vista das mulheres, a partir de suas contribuições sociais em um passado remoto, mas que não se cristalizam na atualidade.
A abertura para discussões acerca das necessidades específicas das mulheres indígenas no Brasil contemporâneo, a partir das vivências daquelas que se inserem nesse grupo e são porta-vozes das suas demandas.
“É claro que durante esses anos nós deixamos de ser colônia para constituir o Estado brasileiro e entramos no século XXI, quando a maior parte das previsões apostava que as populações indígenas não sobreviveriam à ocupação do território, pelo menos não mantendo formas próprias de organização, capazes de gerir suas vidas. Isso porque a máquina estatal atua para desfazer as formas de organização das nossas sociedades, buscando uma integração entre essas populações e o conjunto da sociedade brasileira”.
Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo.
O trecho apresentado está inserido num contexto em que o autor critica a
mistura de valores culturais e a perda da identidade dos povos indígenas.
falta de respeito com a vida simples que é levada pelos povos indígenas.
forma como são chamados os povos indígenas pela população brasileira, que segue se referindo a eles como índios.
intensificação do extermínio de indígenas nos últimos anos, por meio de políticas oficiais do Estado.
imposição aos povos indígenas de estruturas e de um modo de vida cultural de matriz europeia.


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