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Quando a principal autoridade do BIRD cita o 11/9/2001 como evidência de que os países ricos não podem mais continuar dando as costas para os pobres, deve estar levando em consideração que a manutenção de um quadro de pobreza gera conseqüências graves — como desespero, alienação e violência — e potencialmente perigosas para a segurança global.
Estudos técnicos recentes demonstram que, em que pese algumas vitórias significativas de economias emergentes, na maioria das vezes os litígios julgados no âmbito da OMC resultam em decisões favoráveis aos países economicamente mais fortes.
Parceiro privilegiado nas relações comerciais com os EUA, o Brasil conseguiu, desde o início do governo Fernando Henrique Cardoso, fazer prevalecer seus interesses em relação à abertura do mercado norte-americano aos seus produtos, em especial suco de laranja, calçados e aço.
Há um componente novo, já detectado pelos analistas da dramática situação africana, que chama a atenção pelo que apresenta de inusitado e improvável, mas que efetivamente ocorre na região: à medida que aumenta o número de infectados pelo HIV, fortalecem-se os laços familiares para enfrentar a doença, o que acaba por se refletir no aumento da produção agrícola e da renda auferida.
Embora o autor fale de "possibilidade de obter benefícios comerciais substanciais", referindo-se aos países pobres, que têm na agricultura seu sustentáculo econômico, nada há na Declaração de Doha que autorize esperar a concordância dos países ricos em eliminar, mesmo que gradualmente, os subsídios que oferecem aos seus agricultores.
Quando o autor fala em "multinacionais petrolíferas e dos governos que as representam e as defendem", seguramente não pensa em George W. Bush, que, ainda durante a campanha eleitoral norte-americana, mostrou-se ardoroso defensor de novas matrizes energéticas, comprometendo-se a adotá-las caso fosse eleito.
O "caso da EMBRAER", a que alude o texto, correspondeu a desgastante disputa com a canadense Bombardier, sendo ambas empresas privadas que atuam no disputado mercado de aviação e que se acusaram mutuamente de concorrência desleal, a partir de apoios e subsídios que lhes teriam sido concedidos pelos respectivos governos.
A criação, pelo BACEN, de uma reserva de dólares, para o caso de a "Argentina desembocar mesmo em uma moratória", configurou-se como uma medida precipitada, uma vez que, apesar das dificuldades políticas e financeiras enfrentadas, a Argentina tem honrado seus compromissos com os credores internacionais
A emergência das organizações não-governamentais, apesar da acirrada oposição que lhes moveram os tradicionais organismos internacionais, como a ONU, foi um claro sinal do absoluto esgotamento dos Estados nacionais.
O fracasso da URSS fez-se acompanhar pelo declínio da República Popular da China, cuja tentativa de modernizar a sua economia sucumbiu ante a intransigência dos militares comunistas, o reduzido mercado interno e a incapacidade de ampliar a produção
Ampla abertura comercial e privatização das empresas e dos serviços públicos foram alguns dos aspectos mais marcantes do receituário elaborado pelo Consenso de Washington.
O poder das organizações, cada vez mais, deve ser avaliado pelos bens materiais tangíveis de sua propriedade e pela dimensão de seus quadros de pessoal. Afinal, nesse caso, tamanho é documento.
Entre os motivos que justificariam a presente "desarticulação" do MERCOSUL, poderiam ser citadas, entre outros, a histórica dificuldade encontrada por seus integrantes de harmonizarem políticas macroeconômicas e a profundidade da crise argentina.
Um dos aspectos mais positivos que os últimos trabalhos do IBGE demonstram é que o Brasil está contabilizando vitórias na luta contra a mortalidade infantil.
Sob o ponto de vista do mundo do trabalho, na era industrial, houve sensível transformação: da dependência dos empregados com relação aos empregadores, chegou-se, nos dias de hoje, a uma legislação trabalhista cada vez mais generosa com o trabalhador. No Brasil, durante o governo FHC, essa generosidade evidenciou-se principalmente para o funcionalismo público.
O progresso tecnológico acarretou mudanças na lógica de competitividade econômica, cada vez mais orientada para a oferta de bens padronizados produzidos em larga escala, a fim de se possibilitar a redução de preços e se abrirem mais espaços no mercado global.
O quadro de desigualdade entre negros e brancos parece traduzir, entre várias outras possíveis interpretações, o enorme peso de três séculos de escravidão e uma abolição da escravatura feita de forma incompleta, que não criou instrumentos adequados de inclusão do negro na vida brasileira.
Tendo em vista a abertura e a desregulação do mercado cada vez mais internacionalizado, o Consenso de Washington propunha - e praticou - que o capital fosse pesadamente taxado para não colocar em risco as economias mais frágeis
Quando os países economicamente mais poderosos tomam medidas para atender a setores de sua economia - como tem ocorrido, por exemplo, na agricultura - visando garantir-lhes mercado e lucratividade em uma época de acirrada concorrência, praticam algo que nega um dos princípios básicos da globalização neoliberal. A essa prática dá-se o nome de
País que fez sua revolução educacional ainda no século XIX e que, em começos do século XX, era uma das mais prósperas economias do mundo, a Argentina chega ao início do século XXI à beira da insolvência.
( ) A crise argentina teve início nos dois períodos de governo do peronista Carlos Menem: sua recusa em promover as reformas neoliberais de que o país tanto carecia, movido pela ilusão de que a Argentina passaria ao largo da globalização, foi fatal para determinar o descompasso de seu país com a economia mundial.
( ) Ao decidir-se por sair oficialmente do MERCOSUL, a Argentina, ainda sob Menem e por instigação do ministro Cavallo, teve fechadas as portas de grande parte do mercado consumidor sul-americano, o que foi decisivo para o desequilíbrio de suas contas externas.
( ) Embora com partidos políticos poderosos ainda em cena, que não tiveram sua credibilidade arranhada na presente crise, e mantendo intacto o prestígio de suas tradicionais lideranças políticas, a Argentina não conseguiu o apoio externo de que precisava para sair da crise econômica que a asfixia.