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Analise as informações do quadro “A composição econômica e a participação nacional” no processo produtivo que se referem ao estado de Rondônia (dados econômicos mais recentes):
* Participação na formação do PIB (Produto Interno Bruto) nacional: 0,6%. * Composição do PIB estadual: -Atividade agropecuária: 15,3%. - Atividade industrial: 30,6%. - Prestação de serviços: 54,1%. - PIB per capta: 6.468 reais. - Volume de exportação: 202,7 milhões de dólares. * Principais produtos de exportação com seus respectivos percentuais: - Madeira: 83,6%. - Café em grão: 8,7%. - Granito: 3,2%. - Carne congelada: 3,1%. |
Disponível em: http://www.brasilescola.com/brasil/economia-rondonia.htm Acesso em: 06/01/2009 (Fonte adicional: http://www.seplan.ro.gov.br/noticias.asp?id=928& tipo=Noticia)
Com base no quadro anterior e nos seus conhecimentos, pode-se afirmar que:
a participação do PIB do estado no PIB nacional, ou seja, a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos pelo Brasil num determinado ano, é elevada;
a participação da atividade industrial (30,6%) na composição do PIB estadual revela a agregação de valor às cadeias produtivas regionais, como carne e leite, que atendem tanto ao mercado interno como externo;
a atividade agropecuária no estado vem se expandindo pelas áreas de floresta onde são plantados os cafezais;
no setor de serviços, no qual se concentra cerca de 30% da população economicamente ativa, os salários são elevados, o que resulta numa renda per capita anual bastante expressiva;
pelo avanço do desmatamento no estado, Rondônia destaca-se como o maior exportador de madeira certificada do mundo, daí o alto percentual dessa atividade na pauta de exportação do país.
A história política do atual estado de Rondônia vem sendo desenhada desde o período em que ele fazia parte dos atuais Estados do Amazonas e do Mato Grosso. Essa região, ao se tornar Território Federal do Guaporé em 1943, deu um grande salto para sua futura autonomia política. A emancipação política do estado de Rondônia e a sua instalação em 1982, ocorreu pela conjugação dos fatores:
extração da cassiterita promovendo o desenvolvimento econômico e favorecendo o surgimento de indústrias; desenvolvimento do turismo direcionado ao forte Príncipe da Beira, além da abertura da RO-399, facilitando a migração e a fixação do homem;
a construção da BR-364, possibilitando o grande fluxo migratório; extração de cassiterita promovendo o desenvolvimento econômico, além da luta obstinada de um grupo político esclarecido junto ao Congresso Nacional;
desenvolvimento do turismo na região, principalmente direcionado ao forte Príncipe da Beira e à estrada de ferro Madeira-Mamoré; os incansáveis pedidos e argumentações de um grupo político esclarecido junto ao Congresso Nacional;
construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, promovendo uma maior dinamização da economia da região; exploração do ouro, dando condições para a implantação das primeiras indústrias;
construção da BR-364, ligando Porto Velho a Cuiabá; a extração do ouro, dando possibilidades à instalação das primeiras indústrias, além do turismo em toda a região.
Comparando os mapas, podemos observar que a BR-364 corta o Estado de Rondônia, atravessando:


a Chapada dos Parecis.
o rio Guaporé.
o sudoeste do Parque Nacional dos Pacaás Novos.
as cidades de Pimenta Bueno, Cacoal, Ji-paraná e Porto Velho.
o curso superior do rio Mamoré.
As mulheres brasileiras estão ampliando sua participação no comando das famílias nas Regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Porém, não é este o caso da Região Norte onde os índices são mais baixos. O Estado de Rondônia, por exemplo, apresentava o índice de 11,7% de mulheres chefes de família, enquanto a média da Região Nordeste chegava a 19,50% de mulheres no comando dos seus lares.
Sendo assim, marque a alternativa correta.
Rondônia tem um baixo índice de participação de mulheres enquanto chefes de família por ser uma área de imigração recente e, neste caso, como acontece geralmente, predomina a população masculina.
A ampliação da participação das mulheres como chefes de família é o resultado de conquistas obtidas pelo movimento feminista que possibilitou às mulheres as mesmas condições no mercado de trabalho que os homens.
Os elevados índices de participação das mulheres chefes de família, no Nordeste brasileiro, se explica em função da resistência masculina ao trabalho agrícola nas áreas rurais.
Em vista dos níveis salariais mais elevados que as mulheres obtêm no mercado de trabalho, a elevação do número de mulheres como chefes de família crescem em todo Brasil.
A desestruturação das famílias está diretamente relacionada ao ingresso das mulheres no mercado de trabalho.
Entre as regiões brasileiras, a Norte é a que possui o menor número de cidades. Todos os seus estados, inclusive o de Rondônia, apresentam baixos níveis de urbanização; ainda assim, sua população é predominantemente urbana. Um dos motivos que levou a esse processo do homem rumo à cidade foi:
a desestruturação das aldeias indígenas, forçando a população nativa a migrar para as pequenas vilas, transformando-as em grandes centros urbanos.
a conurbação existente entre Manaus e Porto Velho, gerando um grande eixo urbano e servindo de fator de atração populacional.
a restrição do acesso à terra aos grandes latifundiários, por falta de financiamento do Estado e dos grandes bancos.
a formação de muitas vilas e povoados ao longo dos grandes eixos rodoviários, devido à política de expansão dos centros conurbados.
ao fracasso dos assentamentos de pequenos produtores rurais nos projetos agropecuários promovidos pelo governo.
“Dois terços de Rondônia são cobertos pela floresta Amazônica. Embora dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indiquem uma redução do desmatamento no estado de 13%, entre 2004 e 2005, parte importante da natureza está destruída. Segundo o Inpe, já foram queimadas ou derrubadas 57% da vegetação em áreas não protegidas e 31% nas áreas protegidas.”
(In: Atlas National Geographic, São Paulo:Abril Coleções, 2008, p.45)
Tentando reduzir esses danos ambientais, foram criadas as seguintes zonas (e subzonas) socioeconômico-ecológicas abaixo relacionadas:
áreas protegidas pelos indígenas (zona 1); áreas de uso restrito por lei (zona 2) e áreas institucionais (zona 3);
na zona 1, estão as de uso agropecuária, agroflorestais e florestais; zona 2, áreas de usos especiais para a conservação de recursos naturais passíveis de uso sob manejo sustentável e na zona 3, áreas institucionais constituídas pelas áreas protegidas de uso restrito e controlado, prevista em Lei e instituídas pela União, Estado e Municípios;
áreas de uso agropecuária, agroflorestais e florestais (zona 1); áreas de usos especiais não possíveis de manejo sustentável (zona 2) e áreas institucionais, isto é, áreas protegidas de uso restrito e controlado, prevista em Lei e instituídas pela Federação dos Estados (zona 3);
áreas de usos especiais (zona 1); áreas institucionais previstas por leis federais, estaduais e municipais (zona 2); áreas de usos agroflorestais (zona 3);
áreas de uso no agronegócio (zona 1); usos restritos aos povos indígenas (zona 2); áreas de usos especiais para a conservação dos recursos naturais (zona 3).
“A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFM-M) foi uma solução de engenharia e um problema de geografia. O problema da linha foi solucionado, mas transformou-se numa falha econômica. Hoje, as silenciosas locomotivas, os trilhos enferrujados, e as sepulturas de milhares de trabalhadores que morreram para construir a linha permanecem como símbolo do esforço do homem contra as forças da natureza. A ferrovia é também um testemunho dos sonhos desfeitos dos ingleses e dos empresários americanos que pensavam que a estrada de ferro poderia dar lucro.”
(COOPER, Martin – História Viva, coleção Caminhos do Trem).
Em relação à Estrada Madeira-Mamor é é correto afirmar que:
os primeiros quilômetros da construção, realizados no Estado do Acre, possibilitaram ao coronel George Church, sentir a real condição do empreendimento na Floresta Amazônica.
devido ao total controle das doenças tropicais como especialmente a malária, o projeto da estrada conseguiu cumprir todos os prazos determinados pelas três empresas inglesas.
após falência dos ingleses, Farquhar (norte americano), assume as obras da estrada, construindo na cidade de Porto Velho hospitais e residências seguras para os seus funcionários, minimizando assim a grande mortalidade dos trabalhadores.
a Estrada Madeira-Mamoré foi construída no século XIX, no auge do ciclo do cacau e da borracha na Amazônia, levando para a América do Norte e a Europa parte do lucro obtido pelo extrativismo.
o objetivo da Estrada foi proporcionar melhores condições de vida ao povo da Floresta Amazônica, principalmente à população do Estado de Rondônia.
A estrada de ferro Madeira-Mamoré foi um fator de relevante importância para o vale do Madeira, pois até 1907 existia apenas um povoado, o de Santo Antônio do Rio Madeira. A construção da ferrovia trouxe para a região os mais variados grupos sociais, como operários, mascates, comerciantes e as diversões. Assim, a partir daquele ano, formou-se a cidade de:
Esperidião Marques;
Porto Velho;
Abunã;
Vila Murtinho;
Jaci-Paraná.
Há mais de dois séculos a borracha nativa do Brasil (Hevea brasiliense) tem sido importante fator econômico da região amazônica. As variações entre a maior ou a menor demanda está relacionada, infelizmente, a guerras. No primeiro Ciclo, houve uma rentável exploração durante a guerra franco-alemã, em 1872. A partir de 1912, ocorreu uma grande desvalorização da borracha brasileira e, consequentemente, gradativo abandono das áreas de sua produção. O Segundo Ciclo da Borracha só teve início anos mais tarde, em função de uma grande contenda bélica, já nos meados do século XX. Nesse contexto, devemos considerar:
a eclosão da Guerra do Paraguai, que interferiu no aspecto político mundial;
a Revolução Espanhola que alterou o panorama econômico mundial;
a eclosão da Segunda Guerra Mundial, que transformou os aspectos sócio-econômico-político mundial;
a Guerra do Golfo, que mudou drasticamente os aspectos sócio-políticos do mundo atual;
a eclosão da Guerra de Secessão (EUA), quando foi afetada a economia norte-americana, atingindo também a economia mundial.
Tendo grande extensão territorial, é natural que o Brasil seja um dos países com maior potencial mineral do mundo. A produção mineral tem se ampliado, devido a crescentes investimentos externos, principalmente a partir dos anos de 1990. O Estado de Rondônia é o grande responsável pela produção e exportação brasileira de:
bauxita.
grafita.
potássio.
cassiterita.
cobre.
O maior preço oferecido é condição primeira e fundamental para que uma empresa vença a licitação de Jamari.
No sentido usado no texto, privatização significa transferir do poder público para particulares o direito de explorar setores da economia.
Empresas vencedoras da licitação poderão explorar a floresta por tempo indeterminado.
Atividades consideradas perigosas ao meio ambiente, como passeios de visitantes brasileiros e estrangeiros, serão proibidas em Jamari.
A abertura do eixo viário BR-364 trouxe para Rondônia um aumento em seu crescimento populacional, colocando um fim ao isolamento rodoviário do Estado em relação às demais regiões do país. Entretanto, a partir de 1980,
os problemas provenientes do caos urbano pelo afluxo da população desempregada de Brasília, Cuiabá e Goiânia cresceram.
os garimpeiros, através da extração de cassiterita, estimularam a presença de grupos multinacionais que preservaram antigos núcleos coloniais.
a estrada, ao contrário do previsto, representou para os trabalhadores locais uma via de saída para as grandes capitais do Sudeste.
a colonização foi acelerada com a vinda de migrantes nordestinos como mão-de-obra para os seringais da Amazônia.
a concentração fundiária expulsou os pequenos agricultores das melhores terras, situadas nas proximidades das vias de circulação, provocando, assim, zonas de tensão.
O Real Forte Príncipe da Beira foi inaugurado em 20 de agosto de 1783 e constitui hoje o mais antigo monumento histórico de Rondônia. A construção do Forte obedeceu aos seguintes objetivos da Coroa Portuguesa:
I - defender as fronteiras portuguesas dos confrontos contra os espanhóis;
II - pacificar os movimentos nativistas e emancipacionistas que ocorriam na Amazônia;
III - intensificar a atividade comercial ao longo dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira;
IV - fixar como territórios portugueses as terras ao longo do rio Amazonas.
Estão corretas as afirmativas
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
A história da ocupação luso-brasileira na Amazônia e, em especial, no Estado de Rondônia remonta ao começo do século XVIII, a partir da descoberta de grandes jazidas de ouro. Essas descobertas
levaram ao desmembramento da antiga capitania de Mato Grosso, cuja porção ocidental passou a se denominar capitania de Rondônia.
criaram núcleos isolados de povoamento com uma população de negros escravos para o trabalho nas jazidas recém-descobertas.
deslocaram, de outras regiões da Amazônia, escravos alforriados que viam na garimpagem possibilidades de se estabelecerem em terras disponibilizadas pela Coroa Portuguesa.
atraíram mineradores vindos de Cuiabá, que migraram para a região, criando os primeiros povoados do vale do Guaporé.
atraíram para a região padres missionários, únicas pessoas autorizadas pela Coroa Portuguesa a controlar a extração dos metais preciosos.
Parte da floresta licitada do Jamari localiza-se no Acre.
Em suas atividades tradicionais, os habitantes da região de Jamari não poderão sofrer a concorrência econômica das empresas vencedoras da licitação citada no texto.
As discussões em torno das obras da hidrelétrica de Santo Antônio - a primeira do complexo hidroviário e hidrelétrico no Rio Madeira, em Rondônia, permitem refletir sobre a necessidade de crescimento econômico e os danos que isso pode provocar ao meio ambiente.
Sobre estes fatos, é correto afirmar que
os danos que este projeto provoca ao meio ambiente podem levar a uma intervenção norte-americana na região, sob o argumento de desrespeito ao Protocolo de Kioto.
os maiores danos que o projeto causará serão relacionados aos monumentos que constituem o patrimônio histórico, já que a aldeia de Santo Antonio foi a primeira do atual Estado de Rondônia.
a construção de eclusas e barragens necessárias ao projeto implicará maior dimensão dos impactos ambientais, dos problemas sociais e do desmatamento na Amazônia, apesar da grande malha hidrográfica e da necessidade de modernização econômica da Amazônia Ocidental.
a implantação de projetos desse porte na rede hidrográfica da Amazônia ocidental facilitará o escoamento e o transporte de produtos agropecuários da região, contendo o avanço da fronteira agrícola e os conflitos fundiários em direção a Rondônia.
a presença de elevado potencial hidrelétrico e a recente demanda urbano-industrial da Amazônia Ocidental influenciaram a alteração na matriz energética brasileira, cuja principal característica é o estímulo ao transporte de cargas via rede fluvial.