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Um auditor apurou que a empresa referida no texto 242...

Texto 2A2


A seguir, são apresentados o balancete de verificação e a DRE (ajustes) relativos a demonstrações contábeis de determinada empresa, para os três últimos exercícios (X1, X2 e X3), em ordem ascendente e em ordem alfabética das contas.

balancete de verificação

contas

saldos devedores (R$)

X1

X2

X3

ativo realizável a longo prazo

100

100

100

contas a receber

200

150

450

disponibilidades

50

80

150

imobilizado

200

250

400

investimentos (mais de 365 dias)

400

500

400

produtos acabados

150

320

300

total

1.100

1.400

1.800


contas

saldos credores (R$)

X1

X2

X3

contas a pagar

150

300

400

dívidas (mais de 365 dias)

250

250

400

financiamentos (mais de 365 dias)

300

300

300

imposto de renda a pagar

50

70

50

investimento do proprietário

200

200

200

lucro não distribuído

50

150

300

salários apagar

100

130

150

total

1.100

1.400

1.800


DRE (ajustes)

X1

X2

X3

custo produtos vendidos (CPV)

R$ 50

R$ 100

R$ 100

despesas operacionais

R$ 50

R$ 40

R$ 80

deduções pós resultado operacional

R$ 50

R$ 60

R$ 70

vendas

R$ 200

R$ 300

R$ 400


Considere as seguintes observações, pertinentes para a resolução das questões.


  1. O ciclo operacional e financeiro da empresa é de 365 dias.
  2. A conta “contas a pagar” é para fornecedores.
  3. Na análise horizontal (AH), quando não destacado, o ano-padrão (início) é tomado como data base, conforme pacificado pelo mercado.
  4. Nos cálculos da AH, da análise vertical (AV) e dos indicadores, é recomendado o levantamento do balanço patrimonial na ordem ascendente: do ano 1 (X1) para o ano 3 (X3).
  5. Todos os cálculos finais devem apresentar os resultados com duas casas decimais.
  6. Os indicadores devem ser calculados com a utilização de fórmulas-padrão pacificadas no mercado. Por exemplo, no caso de indicadores de rentabilidade, não é necessário levantar o lucro operacional líquido ajustado com a retirada da despesa financeira e dos efeitos do imposto de renda (economia financeira).
  7. Para o cálculo de investimentos, não é necessária a retirada do passivo de funcionamento (não oneroso).
  8. Não é exigido cálculo para apurar a eficiência requerida na análise avançada, ou seja, não é necessário levantar as médias (ativo médio, patrimônio líquido médio etc.), salvo quando a fórmula-padrão original assim o exigir (por exemplo, PME = , em que PME representa o prazo médio de estocagem, EMMP, o estoque médio de matéria-prima, e CA, o consumo anual).

Um auditor apurou que a empresa referida no texto 242 inflou as vendas de X3 em R$ 300,00 por meio de lançamento fictício em contas a receber de R$ 300,00. Por conseguinte, após a retificação das contas, o resultado menor impactou o patrimônio líquido.


Considerando-se essa situação hipotética e os devidos ajustes para eliminar a desconformidade das demonstrações contábeis da empresa, é correto afirmar que


A

o índice de rentabilidade mais impactado pelo ajuste foi o de margem líquida, responsável por aferir a lucratividade da empresa e garantir a máxima de que prejuízo é sinônimo de volume de vendas inferior ao ativo.


B

o ajuste refletiu diretamente nos índices de liquidez (corrente, geral, imediata e seca), e o maior impacto foi no índice de liquidez seca, que caiu pela metade.


C

o ajuste realizado não impactou a representatividade de contas a receber, já que seu saldo ficou inalterado, o mesmo de X2 (R$ 150,00).


D

a rentabilidade da empresa ficou comprometida, contudo o giro do ativo é o único indicador não impactado, já que o ajuste preservou a proporcionalidade entre vendas e investimentos.


E

o artifício utilizado pela empresa escondia a real situação de seu negócio, só revelada após os ajustes: a estrutura de capitais em situação desfavorável, sem folga financeira e a consequente maior dificuldade para captar recursos no mercado.