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Leia o texto a seguir. Em 2008, Chris Anderson, na época...

Leia o texto a seguir.


Em 2008, Chris Anderson, na época editor da revista de tecnologia Wired, lançou um livro muito influente, A cauda longa, no qual dizia que a imensa oferta de produtos na internet acarretaria em uma democratização de vendas e de informação.

[...] Mas não levou nem sete anos para sua ideia se mostrar furada. Uma nova publicação, Cultura Crash, de Scott Timberg, mostra que os sonhos utópicos da democracia digital viraram pó. A obra prova, por dados, que nunca se leu tão pouco, que os lucros de vendas de livros e discos nunca foram tão injustamente divididos[...] A tão propagada era da informação livre e com acesso direto ao consumidor não aconteceu.[...] Índices de leitura e de interesse em cultura chegaram aos índices mais baixos já registrados. As pessoas nunca foram tão mal informadas sobre política e temas sociais.

O futuro chegou. E é bem diferente daquele pintado pelos arautos da revolução digital.


(André Barcinski-Azul Magazine, abril de 2015.)


A literatura de Ciência da Informação e Biblioteconomia aborda o conceito de Sociedade da Informação e o impacto das novas tecnologias de informação na criação, circulação e armazenamento de informações. A democracia informacional foi preconizada por muitos autores e o argumento frequentemente utilizado, e que coincide com a visão indicada por Barcinski, é que


A

a informação estaria ao alcance de todos através das redes de comunicação eletrônica, chegando ao homem comum.


B

ocorreria o fortalecimento de monopólios informacionais, propiciando amplo acesso aos bancos de dados ligados por meio de redes.


C

as novas tecnologias garantiriam a capacitação dos cidadãos para utilizar os instrumentos e serviços oferecidos pelas redes de comunicação eletrônica.


D

o desenvolvimento das redes sociais seria acompanhado de tendência para uma distribuição menos personalizada, ocorrendo a massificação da informação.