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Um bibliotecário, ao planejar a modernização de um serviço de informação, estuda a transição dos modelos de organização do conhecimento ao longo da história da área. Ele observa que o foco inicial no tratamento do livro como suporte físico evoluiu para uma abordagem que prioriza a informação contida em diversos suportes, culminando na atual ênfase na gestão de fluxos informacionais. Essa análise histórica é crucial para justificar a implementação de novas tecnologias e serviços. Considerando a evolução histórica da Biblioteconomia e da Documentação, qual evento ou movimento representa o marco da transição de uma visão centrada no documento (livro) para uma abordagem mais ampla, focada na organização da informação em si, independentemente do suporte?
O surgimento das bibliotecas digitais nos anos 1990, que foi o primeiro momento em que os bibliotecários passaram a lidar com documentos em múltiplos formatos além do livro impresso, como relatórios, artigos e patentes.
O desenvolvimento da Escola de Biblioteconomia de Chicago, a partir da década de 1930, que, ao propor a "Epistemologia Social", foi o primeiro movimento a desconsiderar o livro como objeto de estudo, focando-se exclusivamente na recuperação mecânica da informação.
O surgimento da Documentação, no final do século XIX, com os trabalhos de Paul Otlet, que propôs a organização da informação como a constituição de uma rede e enfatizou o conteúdo em detrimento do suporte físico, buscando criar um Repertório Bibliográfico Universal.
A criação da Classificação Decimal de Dewey (CDD) por Melvil Dewey, que, embora tenha revolucionado a organização de livros em bibliotecas, manteve seu foco principal no arranjo do suporte físico (livro) nas estantes para facilitar o acesso.
A publicação do "Advis pour dresser une bibliothèque" por Gabriel Naudé no século XVII, que estabeleceu os primeiros princípios para a biblioteca pública, mas cuja abordagem se limitava à erudição e à formação de coleções para a classe dominante.