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A contaminação por mercúrio em áreas de garimpo de ouro na Amazônia chega a exceder em até 40 vezes os níveis estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo constatou pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A pesquisa levantou a situação de solos, sedimentos, rios, peixes e moradores de comunidades localizadas na reserva garimpeira do Tapajós, uma área com mais de 28 mil km 2 no estado do Pará. Segundo a pesquisa, os garimpeiros apresentam sintomas de alta incidência de contaminação. Nos peixes, o mercúrio está presente em 0,5 mg/kg, ou seja, mais de 40 vezes o estabelecido pela OMS. Dada a gravidade da situação, os países que integram a bacia amazônica iniciaram entendimentos visando a unificação da legislação que trata da contaminação por mercúrio nos rios.
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