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“Ruminantes, equídeos, suínos, aves e cães são suscetíveis à intoxicação por toxina botulínica. A intoxicação botulínica é uma causa importante de mortalidade bovina na pecuária extensiva, e a ingestão da toxina normalmente ocorre por hábitos de osteofagia, por veiculação hídrica ou feno, milho ou silagem contaminados. Além disso, a toxina também pode ser produzida em carcaças, pois, após a morte, o Clostridium botulinum integrante da microbiota intestinal invade outras partes do organismo.
A toxina botulínica é uma exotoxina ativa de ação neurotrópica. Esta toxina age sobre as terminações nervosas colinérgicas dos sistemas periférico e autônomo. Após sua ingestão, a toxina é absorvida intacta pelo intestino delgado e ganha a circulação sanguínea pelo sistema porta-hepático, alcançando, então, as placas motoras do sistema nervoso. Apesar de atingir o sistema nervoso, o organismo infectado permanece consciente durante a evolução do quadro. A doença evolui produzindo a paralisia progressiva dos nervos motores e essas lesões nervosas são irreversíveis.”
MIASHIRO, S.; ESPER, R.H. Botulismo. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/BOTULISMO.pdf. Acesso em 10 de fevereiro de 2022.
Considerando o exposto acima e as demais características desta doença, analise as alternativas abaixo e identifique a INCORRETA.
A toxina botulínica chega ao seu alvo de ação via corrente sanguínea, mas não é detectada pelo sistema de defesa do organismo, de forma que este não consegue perceber e impedir a sua ação.
A ação da toxina botulínica no tecido nervoso se dá pela sua atuação nas placas motoras, ligando-se aos receptores pré-sinápticos e impedindo a liberação de vesículas contendo acetilcolina, o que provoca uma paralisia flácida do músculo.
A toxina não penetra no sistema nervoso central devido à incompatibilidade de receptores de membrana nos neurônios, permanecendo o suscetível consciente durante a evolução do quadro.
Uma vez que esta toxina tem ação nas placas motoras, é possível observar a interferência dela no controle do tecido nervoso sobre funcionamento do tecido muscular esquelético.
esta mesma toxina, quando purificada, é utilizada em procedimentos estéticos com injeções intramusculares para a redução de rugas faciais, também conhecida como Botox.