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A detecção de bactérias resistentes a antibióticos triplicou durante a pandemia. Segundo o Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), ao longo da emergência sanitária causada pelo SARS-Cov-2, foi observado um aumento na disseminação das chamadas ‘superbactérias’, devido ao aumento do uso de antibióticos nos hospitais.
Esse aumento no número de bactérias resistentes pode ser explicado porque
os vírus SARS-Cov-2 transferem para as bactérias genes de resistência, permitindo sua sobrevivência em situações de estresse do meio.
as bactérias são capazes de se adaptar às condições adversas dos hospitais, alterando seu metabolismo e desenvolvendo resistência à ação do antibiótico.
os antibióticos exercem uma pressão seletiva sobre a população de bactérias, eliminando as não-resistentes e favorecendo a sobrevivência das resistentes.
ao entrar em contato com os antibióticos, as bactérias desenvolvem resistência e podem sobreviver, passando suas características às gerações seguintes.
ocorre seleção artificial, na qual o antibiótico irá tornar certas bactérias de uma população adaptada ao seu ambiente, permitindo que elas originem novas bactérias resistentes.