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As Infecções de Corrente Sanguínea (ICS) compreendem as complicações mais devastadoras nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e representam uma importante causa de morbidade e mortalidade em humanos, além de outras consequências, como prolongamento do tempo de internação hospitalar e aumento nos custos da assistência. O laboratório clínico tem um papel extremamente importante no tratamento dos pacientes com ICS, uma vez que a hemocultura positiva representa um indicador altamente específico da infecção. Sobre a bacteremia intermitente, é correto afirmar que:
Em geral é rápida, com duração que pode variar de alguns minutos a poucas horas; é a mais comum, surgindo após a manipulação de algum tecido infectado (p. ex., casos de abscessos, furúnculos e celulites), durante algum procedimento cirúrgico envolvendo tecidos contaminados ou colonizados (p. ex., procedimentos dentários, cistoscopia, cateterização ou dilatação uretral), ou quando de abortamento ou endoscopias digestivas.
Manifesta-se em intervalos de tempo variáveis, tem como agente o mesmo microrganismo e frequentemente se manifesta com febre de origem indeterminada (geralmente em processos infecciosos, como pneumonias, abscessos intracavitários, como os pélvicos, perinefréticos, hepáticos, prostáticos etc.).
É característica das endocardites infecciosas agudas e subagudas e de outras infecções endovasculares. Esse padrão de bacteremia também é encontrado nas primeiras semanas da febre tifoide e na brucelose.
Ocorre mesmo enquanto o paciente estiver recebendo antibioticoterapia sistêmica apropriada, isto é, o agente infeccioso é sensível ao medicamento em uso. Quando se dá no início da terapêutica, geralmente resulta de concentrações insuficientes do antimicrobiano atingidas na corrente sanguínea.