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A sepse e o choque séptico causam muitas mortes anualmente em todo o mundo. Apresentam taxas de mortalidade alta em pacientes mais idosos e geram um custo elevado para os sistemas de saúde. A incidência de infecções que resulta em sepse aumenta gradualmente junto ao aumento da incidência de organismos resistentes a antibióticos e, em paralelo, ao uso de drogas imunossupressoras, cateteres intravenosos e urinários e implantes protéticos. A sepse é definida como uma disfunção orgânica que apresenta risco à vida, causado por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Evidências de disfunção orgânica incluem anormalidades clínicas e laboratoriais. Sendo assim, o paciente pode apresentar:
Febre alta, leucocitose com desvio à esquerda e trombocitose devido à coagulação intravascular disseminada.
Oligúria ou creatinina elevada, quando estiver com evidências de insuficiência renal, e acidose láctica observada pelo lactato sérico elevado devido à hipoperfusão do órgão-alvo.
Bilirrubinas dentro da normalidade e transaminases elevadas proporcionalmente aos danos aos hepatócitos e à disfunção miocárdica.
Saturação de oxigênio e pressão arterial elevadas causadas pela sindrome do desconforto respiratório agudo.