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Recentemente, foi publicada na renomada revista científica Molecular Biology of the Cell, a descoberta de uma nova organela citoplasmática, denominada de "exclusoma”, que pode estar associada a doenças autoimunes como lúpus e pode ajudar cientistas a entender a evolução dos núcleos celulares.
Em todos os eucariotos, o genoma está envolto no núcleo, o que compartimentaliza os cromossomos para longe do citoplasma [...]. A troca entre o nucleoplasma e o citoplasma ocorre principalmente através dos complexos de poros nucleares (NPCs), que estão embutidos nessa dupla membrana. [...]. Em muitas espécies, o envelope nuclear se quebra durante a mitose e se reforma ao redor dos cromossomos após a saída dos núcleos mitóticos, onde o DNA contido é replicado e transcrito. No entanto, não se sabe se a montagem do envelope nuclear é restrita à superfície dos cromossomos ao final da mitose ou se pode envolver qualquer DNA.
Dois tipos principais de DNA extracromossômico podem ser encontrados em quase todos os tipos celulares: (1) O DNA extracromossômico endógeno, que abrange DNA circular e fragmentos lineares de DNA excisados dos cromossomos [...] e (2) o DNA extracromossômico de origem exógena, introduzido nas células a partir do ambiente durante infecções virais ou bacterianas ou durante transfecção de DNA.
Disponível em: Schenkel, L. et al (2023): A dedicated cytoplasmic container collects extrachromosomal DNA away from the mammalian nucleus Molecular Biology of the Cell. V.34(11) https://doi.org/10.1091/mbc.E23-04-0118
O DNA extracromossômico tem sido associado a processos de plasticidade genômica e evolução tumoral. Considerando os tipos endógeno e exógeno, assinale a alternativa que melhor descreve seu papel em contextos celulares complexos.
O DNA extracromossômico endógeno, por ser circular, nunca contém oncogenes amplificados, diferindo do exógeno que frequentemente carrega genes tumorais introduzidos por vírus.
O DNA extracromossômico exógeno é incapaz de integrar-se ao genoma hospedeiro, limitando-se a permanecer no citoplasma sem impacto funcional.
Ambos os tipos de DNA extracromossômico são estruturalmente idênticos e não apresentam diferenças funcionais relevantes.
O DNA extracromossômico endógeno é restrito a organismos procarióticos, enquanto o exógeno ocorre apenas em células eucarióticas.
O DNA extracromossômico endógeno pode atuar como vetor de amplificação gênica em células cancerígenas, enquanto o exógeno pode modificar a expressão gênica por integração ou manutenção episomal.


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