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Uma das mais interessantes relações ecológicas ocorre entre...

Uma das mais interessantes relações ecológicas ocorre entre certos moluscos e sulfobactérias. Esses moluscos parecem derivar parte de suas necessidades nutricionais de sulfobactérias simbióticas fixadoras de carbono, que geralmente vivem protegidas nas brânquias do molusco. Em alguns monoplacóforos e gastrópodes, as bactérias são abrigadas em cavidades especiais conhecidas como bacteriócitos da cavidade do manto. Essa relação molusco – bactéria foi documentada recentemente em vários habitats ricos em sulfeto, inclusive fontes hidrotermais dos oceanos profundos.

Adaptado de BRUSCA, R.C., MOORE, W., SHUSTER, S. M. Invertebrados. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

A relação ecológica descrita no texto entre moluscos e sulfobactérias é do tipo


A

inquilinismo, visto que as sulfobactérias utilizam os tecidos respiratórios do molusco para fixação e proteção, sem contribuir para a sobrevivência dele.


B

parasitismo, pois as sulfobactérias colonizam as brânquias dos moluscos, limitando a capacidade de sobrevivência dele nas fendas hidrotermais.


C

comensalismo, pois embora ambos se beneficiem da transferência trófica de compostos carbonados, é uma associação ecológica facultativa, uma vez que as espécies podem sobreviver fora da relação.


D

mutualismo, sendo que as bactérias atuam como produtoras, sintetizando matéria orgânica a partir do sulfeto e cedendo-a ao molusco, enquanto este garante abrigo seguro aos simbiontes.


E

amensalismo, dado que o acúmulo de sulfeto derivado do metabolismo bacteriano libera toxinas que levam o molusco hospedeiro à morte.