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A eletroforese continua sendo uma importante ferramenta laboratorial para a separação e a caracterização de biomoléculas, sendo empregada na investigação de hemoglobinopatias, dislipidemias e gamopatias monoclonais. Sobre os princípios bioquímicos e as aplicações clínicas da eletroforese de hemoglobinas, de lipoproteínas e de proteínas séricas, atesta-se que:
a eletroforese de proteínas séricas permite identificar diretamente mutações estruturais da hemoglobina, enquanto a eletroforese de hemoglobinas é utilizada para separar frações de lipoproteínas conforme sua densidade
na eletroforese de proteínas séricas, a presença de um pico estreito e intenso na região gama é sugestiva de gamopatia monoclonal; na eletroforese de hemoglobinas, variantes como Hb S e Hb C apresentam mobilidades eletroforéticas distintas da Hb A; e, na eletroforese de lipoproteínas, as frações são separadas de acordo com sua mobilidade eletroforética, refletindo diferenças na composição de lipídios e proteínas
a eletroforese de lipoproteínas é atualmente o método de escolha para quantificação rotineira do colesterol LDL e HDL, substituindo completamente os métodos enzimáticos automatizados
a eletroforese de hemoglobinas e a de proteínas séricas utilizam princípios analíticos distintos, sendo apenas a primeira baseada na migração de moléculas em um campo elétrico