Questões de Concurso sobre O Contratualismo de Thomas Hobbes

 
 
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A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar.


HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.


Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles


A

entravam em conflito.


B

recorriam aos clérigos.


C

consultavam os anciãos.


D

apelavam aos governantes.


E

exerciam a solidariedade.

Para Thomas Hobbes, com a criação do Estado, o súdito deixa de abdicar de seu direito à liberdade natural para proteger a própria vida.


C
Certo

E
Errado
Que pensador do Estado Moderno apresentou o Estado como senhor absoluto, cabendo aos cidadãos a obediência sem questionamentos, já que este funcionava como uma ordem absoluta e controladora com o objetivo de tirar os homens da guerra de todos contra todos?

A

Hobbes.


B

Maquiavel


C

Bodin


D

Locke


E

Kant.

Acerca do pensamento de Hobbes, assinale a opção correta.


A

O Estado foi instituído quando, a fim de vive- rem em paz uns com os outros e serem pro- tegidos dos agressores, todos os homens pactuaram, cada um com todos os outros, que renunciariam ao uso privado da força, transferindo-o para uma pessoa artificial.


B

O pacto que institui a sociedade política ba- seia-se na crença acerca da soberania po- pular, da qual derivam todos os direitos e faculdades do Estado, cabendo ao povo so- berano opção de seguir ou não as decisões deste.


C

No estado de natureza, caracterizado como um estado de guerra de todos contra todos, os homens viviam em perfeita liberdade, po- dendo livremente se dedicar ao comércio, às artes e à ciência.


D

Pelo pacto, o direito de representar a pessoa de todos é conferido ao soberano, cujos atos e decisões são autorizados tal como se fos- sem praticados e tomados por cada um dos homens, desde que não impliquem violação do direito à propriedade e aos frutos do tra- balho.


E

Os súditos podem libertar-se do pacto com o seu soberano. Assim, basta que um indivíduo decida desfazer o pacto com o soberano para que esse deixe de existir.

Thomas Hobbes, pensador da escola contratualista do século XVII, sustentava que os indivíduos voluntariamente optaram pelo estabelecimento de uma ordem civil. A fim de efetuar o contrato que dá origem ao Estado, os indivíduos abririam mão de um amplo leque de direitos naturais. Segundo esse autor, o que levaria indivíduos livres e racionais a abdicar de parte importante de suas liberdades em favor da criação do Estado seria:


A

o medo da morte, resultante da ausência de uma parte capaz de regular e julgar conflitos entre os indivíduos os quais freqüentemente os colocavam diante de confrontos solucionáveis apenas por meio do extermínio de uma das partes.


B

o interesse econômico, já que a ausência de um corpo imparcial, capaz de dirimir conflitos e garantir os contratos tornava praticamente inviável o estabelecimento de qualquer atividade econômica regular.


C

o senso de justiça, que está presente em todo homem e que deriva da compaixão.


D

o sentido de nação, resultante da agregação espontânea de indivíduos segundo características e laços comuns, como a língua, a etnia, o parentesco etc.


E

a necessidade de estabelecer uma autoridade imparcial, que deriva da noção comum aos homens racionais de que todos são igualmente incapazes de servir como juízes imparciais nas causas em que estiverem envolvidos.

 
 
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