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No verbete patrimônio cultural do seu Dicionário Crítico de Política Cultural (SP: Iluminuras, 1997), Teixeira Coelho afirma: “Outro tema de discussão para as políticas culturais patrimonialistas é o que diz respeito ao como lidar com obras (patrimônio cultural tradicionalmente considerado) e não-obras (patrimônio ambiental). O caso das cidades históricas declaradas "de patrimônio universal" ilustra bem o ponto.” Para o autor, a preservação do patrimônio deve ser pensada a partir do “princípio da imutabilidade relativa”, que significa
a pertinência da ação patrimonialista se resumir à operação de guarda ou apropriação de um bem.
a inutilidade da preservação de cidades históricas, como foi o caso da Cidade de Ouro Preto, transformada pioneiramente como monumento nacional pelo Ministro Gustavo Capanema em 1933, no Estado Novo.
a necessidade de um bem continuar a ser sempre igual a si mesmo (igual ao que foi no passado), de modo a não descaracterizar os motivos pelos quais surgiu ou foi criado, mantendo o seu sentido imutável ao longo do tempo.
a necessidade da preservação de um bem ser pensada de modo a contribuir para alimentar o tecido social onde este se localiza, como o fez no passado.
a necessidade de a preservação priorizar a transformação do patrimônio em uma espécie de museu de cera a céu aberto para a visitação por estrangeiros.