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Leia o trecho abaixo.

A esfera cultural, examinemos o caso muitas vezes citado dos museus. Teme-se (ou deseja-se) que os “museus virtuais” substituam os museus “reais”, ou seja, que a visita a serviços on-line dos museus ou dos sites dedicados à arte faça cessar o fluxo de visitantes nos prédios que abrigam as obras originais. Repito: os preocupados com uma possível desencarnação da arte ou da relação com o mundo em geral, que a pálida cópia digital que pode ser processada pela Internet nunca terá a mesma riqueza sensível da peça fisicamente presente. Todos concordam quanto a isso. Mas, se examinarmos a história, constatamos que a multiplicação das reproduções impressas das revistas e livros de arte, dos catálogos de museus, dos filmes ou dos programas de televisão a respeito da cerâmica, pintura ou escultura não impediu – pelo contrário, incentivou a ida aos museus.

(LEVY, Pierre: Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999, p. 215)

As tecnologias de comunicação digital apresentam uma tendência de


A

coexistência com as demais mídias, provocando um rearranjo do uso social de cada tecnologia.


B

substituição das demais mídias, particularmente as impressas, que serão substituídas pelos canais da internet.


C

substituição apenas das mídias impressas, puxadas pela divulgação de exposições de arte.


D

uma existência evanescente por conta da solidez de mídias tradicionais, particularmente dos meios impressos.


E

uma existência intermitente, com usos em momentos adequados e armazenamento para poupar recursos.