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A dinâmica de produção e distribuição de release se modificou a partir do advento da Internet e das redes sociais. Tanto é que, a fim de marcar essa diferença, alguns autores passaram a classificar essa ferramenta de comunicação como old e new press release. Outrora as assessorias de comunicação distribuíam releases e dependiam do interesse dos jornalistas em aproveitá-los; o mecanismo de controle de eficiência residia na confecção e análise de clipping. Atualmente o Social Media Release, ou new release, passa a conjugar elementos do old release com a dinâmica e interatividade das redes sociais; o mecanismo de controle de eficiência reside em aspectos como atitude, opinião e comportamento.
Outra mudança que diz respeito às assessorias de comunicação e aos jornalistas está no pitching, ou follow-up, pois:
a mídia espontânea permite obter exposição positiva da marca, o que implica cabal desuso do pitching telefônico;
as redes sociais são agregadoras de informações e dinâmicas, fato que contribui para o desvanecimento das estruturas físicas de comunicação organizacional integrada;
o processo de recepção de releases se propõe a deixar de ser passivo para ser ativo, na medida em que os profissionais de imprensa buscam informações específicas para seus públicos;
o lançamento de novos produtos e serviços se torna público pela exclusiva mediação das empresas jornalísticas, confirmando a função social de interlocução entre emissor e receptor;
o release deixou de ser físico para se tornar digital, o que implica a adoção de interfaces de inteligência artificial para ditar o ritmo de recepção, aproveitamento e divulgação de informações da empresa.