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Maria do Socorro Simões (2002), sobre a experiência do Projeto IFNOPAP/UFPA (Imaginário nas Formas Narrativas Orais da Amazônia Paraense), traz perspectivas sobre a Cultura amazônica, entre o rio e a floresta. Sobre este aspecto ela afirma o seguinte:
a Cultura Amazônica se apresenta majoritariamente voltada para a realidade urbana, objetiva e imediata, gradativamente desconectada de uma narrativa simbólica.
uma realidade com dupla função: uma imediata, lógica, objetiva fonte de vida e subsistência, e outra, mítica, mágica, plena de encantos e encantamentos. A intersecção dos dois espaços resulta numa síntese complexa e ao mesmo tempo simbólica, em que residem os substratos mais legítimos da Cultura amazônica.
a ênfase de uma vida e trabalho repetitivos, um acentuado desligamento do cotidiano com a cultura ancestral guardada e esquecida nas narrativas amazônidas.
a intersecção dos dois espaços: o regional e o nacional, que resultam em uma realidade multicultural amazônica majoritariamente voltada às fontes de produção e subsistência e à urbanização da floresta.
uma realidade mítica, mágica, plena de encantos e encantamentos perfaz a realidade cultural amazônica.