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A autora, crítica e ensaísta Bell Hooks, no texto “Niilismo elegante: raça, sexo e classe no cinema”, explora questões de representação, políticas de inclusão e apropriação. Nesse contexto, de acordo com as pistas de Hooks,
a inclusão é apresentada como um esforço para criar representações culturais que reflitam a vida em uma cultura plural, a diversidade racial, as nossas várias experiências, mas pode se tornar um grande espetáculo, um playground alternativo, ao invés de um espaço de combate à dominação e resistência.
a inclusão é um perigo para as políticas culturais e deveria existir apenas como espaço espetacular para visibilidades, tendo em vista as experiências de vidas plurais sob o signo contemporâneo do narcisismo.
filmes e outras formas de arte devem sempre, de qualquer maneira, incluir diversidades de vidas e experiências, independente de quem esteja produzindo, dirigindo ou escrevendo, uma vez que o mais importante é a presença de corpos e vidas plurais e não necessariamente suas vivências e experiências.
filmes e outras formas de arte nem sempre devem incluir diversidades de vidas e experiências, independente de quem esteja produzindo, dirigindo ou escrevendo, uma vez que o mais importante, para a autora, é a forma como os corpos recebem os produtos culturais.
a inclusão é apresentada como uma estratégia política da branquitude para criar representações culturais que reflitam a vida em uma cultura plural, a diversidade racial, várias experiências, sem o risco de se tornar um grande espetáculo, um playground alternativo, ao invés de um espaço de combate à dominação e resistência.