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Leia o texto a seguir, assinado por Jorge Duarte, presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública.


Caso INSS também é exemplo da crise de comunicação


Onde há vácuo de informação oficial, instala-se a desinformação, mina-se a confiança e florescem oportunismos. Não é só má-fé de terceiros: há omissão do Estado.

Mesmo em um país acostumado a escândalos com recursos públicos, o caso recente do INSS impressiona pela quantidade de pessoas afetadas, pelo volume financeiro envolvido e pela facilidade com que poderia ter sido evitado. Bastariam mecanismos básicos de controle, transparência ativa e respeito ao interesse público. O cidadão deveria saber, por óbvio, em qualquer situação e não apenas nesta, que haveria desconto, por quê, para quem, e ter como impedir com facilidade.

Esse episódio escancara uma falha estrutural: a comunicação.

O Estado segue incapaz de estabelecer relações confiáveis com a população. Onde há vácuo de informação oficial, instala-se a desinformação, mina-se a confiança e florescem oportunismos. Não é só má-fé de terceiros: há omissão do Estado. Falhou a prestação do serviço, falhou a comunicação pública.


(Correio Brasiliense, maio de 2025.)


Esse tipo de texto é característico de um(a)


A

release noticioso.


B

reportagem interpretativa.


C

editorial institucional.


D

artigo de opinião.


E

fact sheet sobre a Comunicação Pública.