Questões de Concurso sobre Entrevista

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
256 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Ao editar uma entrevista, o jornalista deve


A

pensar na mensagem que quer passar, mesmo que para isso seja necessário deturpar um pouco a sonora do entrevistado.


B

não eliminar gaguejadas e períodos de silêncio para não tirar a espontaneidade da sonora.


C

retirar choros e gargalhadas em nome da neutralidade.


D

escolher as sonoras de modo que elas sejam tão opinativas quanto for possível; o enredo e o contexto devem estar no texto do editor.


E

repetir na sonora a informação que está no texto.

Analise as seguintes afirmações:


I. O contraplano é a inserção da imagem do repórter durante a entrevista; nele, o repórter aparece perguntando ou ouvindo a resposta.

II. Nunca se deve deixar claro para o espectador onde ocorreu o ponto de corte de uma entrevista editada.

III. Para neutralizar a sensação de “pulo da imagem” (resultante da justaposição da imagem de uma pessoa para outra dela mesma no mesmo lugar) pode ser usado um efeito especial como “take branco rápido”.

IV. Um quadro parado nunca deve ser usado para neutralizar o pulo da imagem.


Estão corretas apenas


A

I e II.


B

I e III.


C

I e IV.


D

II e IV.


E

II, III e IV.

A entrevista é o procedimento clássico de apuração de informações em jornalismo. É uma expansão da consulta às fontes, objetivando, geralmente, a coleta de interpretações e a reconstituição de fatos. Do ponto de vista dos objetivos, as entrevistas podem ser:


A

Diretas, indiretas, temáticas e em profundidade.


B

Rituais, diretas, temáticas e indiretas.


C

Rituais, temáticas, testemunhais e em profundidade.


D

Temáticas, testemunhais e diretas.


E

Em profundidade, diretas, temáticas e testemunhais.

Do ponto de vista dos objetivos, as entrevistas podem ser de vários tipos.


A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, relacionando o tipo de entrevista ao seu respectivo conceito / característica, conforme descrito por Nilson Lage (2022) em seu livro A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística.


COLUNA I


1. Ritual

2. Temática

3. Testemunho

4. Em profundidade


COLUNA II


( ) É geralmente breve. O ponto de interesse está mais centrado na exposição (da voz, da figura) do entrevistado do que no que ele tem a dizer, por exemplo, entrevistas de jogadores ou técnicos, após a vitória ou a derrota, ou de visitantes ilustres, logo após sua chegada.

( ) Consiste, geralmente, na exposição de versões ou interpretações de acontecimentos e pode servir para ajudar na compreensão de um problema, expor um ponto de vista ou reiterar uma linha editorial com o argumento de autoridade (a validação pelo entrevistado).

( ) Caracteriza-se pelo fato de a entrevista não possuir como foco um tema particular ou um acontecimento específico, mas a figura do entrevistado, a representação de mundo que ele constrói, uma atividade que desenvolve ou um viés de sua maneira de ser, geralmente relacionada com outros aspectos de sua vida.

( ) Caracteriza-se pela reconstituição do evento do ponto de vista particular do entrevistado, que, usualmente, acrescenta suas próprias interpretações. Em geral, esse tipo de depoimento não se limita a episódios em que o entrevistado se envolveu diretamente, mas inclui informações a que teve acesso e impressões subjetivas.


Assinale a sequência correta.


A

1 2 3 4


B

3 2 1 4


C

4 3 1 2


D

1 2 4 3

Ao participar de uma coletiva de imprensa ou de entrevistas exclusivas, é fortemente aconselhável que o repórter evite fazer


A

afirmações que darão oportunidade para que o entrevistado se coloque na defensiva.


B

anotações com as respostas e as reações do entrevistado.


C

gravações que servirão para conferir as anotações dos pontos mais importantes da entrevista.


D

perguntas sobre assuntos delicados que não foram abordados pelo entrevistado.


E

uso de respostas dadas pelo entrevistado a repórteres de outros veículos de imprensa.

As entrevistas são importantes alicerces para a confecção de um texto informativo, que pode ser uma notícia, uma reportagem ou um release. Na rotina jornalística:


A

entrevistas em estilo "perguntas e respostas", também chamadas de enquetes, devem ser realizadas apenas quando a pessoa entrevistada é uma celebridade


B

entrevistas coletivas ocorrem quando o entrevistado fala com mais de um jornalista ou veículo ao mesmo tempo e, em geral, são agendadas pelas assessorias de imprensa


C

entrevistas à distância devem ser preferidas pelos jornalistas àquelas realizadas em presença do entrevistado, pois todos ganham tempo e não há perda alguma de conteúdo jornalístico


D

entrevistas podem ser realizadas sem que o jornalista faça uma pesquisa prévia sobre o entrevistado ou o tema, pois tudo que é preciso saber pode ser perguntado na hora do encontro

Entrevistas podem ser classificadas de diversas formas. A entrevista noticiosa é aquela em que


A

busca-se coletar do entrevistado informações que resultarão em matéria.


B

a personalidade atende à imprensa em conjunto, respondendo perguntas de repórteres de diversos veículos de comunicação.


C

há coleta de testemunhos de determinado grupo de pessoas acerca de assunto da atualidade.


D

a finalidade é mostrar aspectos pessoais e biográficos do entrevistado.


E

é coletado o ponto de vista do entrevistado sobre determinado assunto.

A entrevista jornalística é um gênero que assume características da oralidade dialógica, comportando título e introdução em sua forma escrita, além de perguntas e respostas.


C

Certo


E

Errado

A que tem como objetivo gerar um texto corrido, uma matéria jornalística, é chamada de entrevista jornalística tipo:


A

Pingue-Pongue.


B

Consultiva.


C

Icnográfica.


D

Isográfica.


E

Relato.

Assinale a alternativa correta sobre o trabalho do repórter de televisão e sobre as regras práticas frente à entrevista.


A

O repórter de televisão deve deixar o entrevistado falar à vontade para enriquecer o material, não interromper o raciocínio dele. Esse procedimento busca a objetividade.


B

Uma das regras básicas do repórter de televisão é entregar o microfone ao entrevistado, para deixá-lo à vontade e poder recolher melhor o material jornalístico.


C

O entrevistador de televisão deve mostrar, de forma educada, suas posições subjetivas, por exemplo, sacudindo a cabeça afirmativa ou negativamente, porque a entrevista é uma conversa, acima de tudo.


D

O repórter de televisão deve sempre seguir à risca a pauta traçada para a entrevista, mesmo diante de informações novas. Isso faz parte do planejamento e não deve jamais ser rompido.


E

Uma das atribuições do repórter de televisão é a produção dos contraplanos (regra dos 180º), que são os enquadramentos nos quais o repórter refaz as perguntas. Isso ocorre em função da edição.

Ao realizar uma entrevista, o jornalista deve observar os seguintes cuidados:


A

não utilizar gravadores, pois, ao perceber o uso do dispositivo, o entrevistado perde a espontaneidade.


B

informar apenas o tempo de duração da entrevista, sem informar o tema, a fim de evitar respostas ensaiadas.


C

sempre levar outro profissional para acompanhá-lo, a fim de garantir uma testemunha.


D

realizar perguntas breves e diretas, que não contenham uma resposta implícita.


E

evitar temas sensíveis, para poupar constrangimentos.

Relacione os três modelos de montagem de informação através da entrevista às suas respectivas características e assinale a alternativa com a sequência correta.


1. Modelo lógico, linear.

2. Modelo fragmentário, mosaico.

3. Modelo alógico, alinear (antimodelo).


( ) Pode ser usado principalmente quando se trata de perfil humano em que se usa a primeira pessoa de depoimento confessional; ou na reconstituição indireta de uma personalidade, utilizando a 3ª pessoa.

( ) Segue o modelo Pirâmide invertida. No caso de uma entrevista longa, é acompanhado de pergunta e resposta, intercala blocos, pausas de leitura, com intertítulos e outros recursos gráficos.

( ) Pode ser montado por meio de blocos, massas de texto, fotos e ilustrações, utilizando-se da narrativa indireta.


Esse modelo possibilita que o leitor entre na coerência interna do entrevistado.


A

2 – 1 – 3.


B

1 – 3 – 2.


C

3 – 1 – 2.


D

3 – 2 – 1.


E

2 – 3 – 1.

Entre as categorizações de entrevista, elencadas por Cremilda Medina, tem-se a de perfil humanizado. Em uma comunicação interna, em qual dessas produções da assessoria esse tipo de entrevista seria mais apropriado?


A

Jornal.


B

Boletim.


C

Análise.


D

Release.


E

Folder.

A entrevista é uma técnica fundamental de apuração jornalística e se dedica a ouvir fontes ligadas a um acontecimento, que podem ser oficiais, oficiosas, testemunhais, peritas, entre outras.


C

Certo


E

Errado

“A entrevista é uma prática situada nos alicerces de praticamente toda a atividade jornalística. É rara a matéria, em qualquer meio jornalístico, que não tenha tido como ponto de partida a consulta a determinada fonte. Ela configura-se como atividade conversacional, que, por sua vez, é a mais cotidiana das práticas comunicacionais humanas. De modo que seu estudo situa-se, assim, na raiz tanto da atividade jornalística como da própria comunicação interpessoal.” (FIRMO, 2004). Entretanto, a maioria das pesquisas e reflexões sobre o fenômeno da entrevista se atêm mais ao aspecto tecnicista, pouco se focando na relação entre entrevistador e entrevistado, ou melhor, em como a existência de um terceiro vértice, o público, faz com que, muitas vezes, repórter e fonte estabeleçam um verdadeiro embate para conquistar esse mesmo público. Levando em consideração essa premissa, leia atentamente as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):


( ) Cabe ao entrevistador definir o assunto, o encaminhamento a ser dado ao diálogo, os rumos da entrevista, as perguntas a serem feitas, os aspectos ressaltados e os que ficarão em segundo plano dentro do tema abordado.

( ) O entrevistador tem liberdade para fazer interrupções na fala do entrevistado (para trazer outras questões e novos elementos à entrevista) e também é ele quem define o caráter da conversação: polêmico ou conciliador.

( ) Cabe à fonte tratar da temática proposta pelo jornalista, dominando o chamado turno conversacional, uma vez que ele é o centro das atenções nessa interação, mesmo sem ter definido a forma como a entrevista será conduzida.

( ) A entrevista tem uma característica muito especial, uma vez que, quando pergunta, não é para si que o entrevistador quer a resposta, nem é a ele que responde o entrevistado. É com o público que a interação se completa.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo .


A

V - F - V - F


B

V - F - V - V


C

V - V - V - F


D

V - V - V - V

Relacione os subgêneros de entrevista às suas características e assinale a alternativa com a sequência correta.


1. Entrevista conceitual.

2. Entrevista enquete.

3. Entrevista investigativa.

4. Confrontação – polemização.

5. Perfil humanizado.


( ) Nesse tipo de entrevista, a habilidade de mediador, instigador e investigador do jornalista deve ser notável. Ele é porta-voz de dúvidas do senso-comum. Assim, espera-se que ele seja coordenador do debate, principalmente quando estão em pauta temas polêmicos.

( ) É uma entrevista que não tem como finalidade a espetacularização, nem tem intuito de gerar empatia ou antipatia pelo entrevistado. Seu objetivo é compreender o entrevistado, bem como suas ideias, conceitos, comportamentos e histórico de vida.

( ) Esse tipo de entrevista está voltado para a pauta, por isso, muitas vezes, procura-se mais de uma fonte para abordar o tema. Um dos critérios para a seleção dos entrevistados é a aleatoriedade.

( ) O repórter reconhece que não é especialista no tema, por isso vai em busca de especialista sobre determinado assunto ou conceito.

( ) Baseia-se na investigação em que a informação não é acessível ao jornalista. Assim, as entrevistas em off e em on são importantes ferramentas para o trabalho, sendo que estas oferecem retaguarda para aquelas.


A

4 – 5 – 2 – 1 – 3.


B

5 – 2 – 1 – 4 – 3.


C

2 – 5 – 1 – 3 – 4.


D

4 – 5 – 1 – 2 – 3.


E

1 – 3 – 2 – 4 – 5.

De acordo com Barbeiro (2015), a entrevista é a base do noticiário jornalístico. Com relação a esse assunto, o autor elenca uma série de orientações ao entrevistado. Assinale a opção que apresenta uma dessas orientações.


A

Procure disfarçar o seu sotaque.


B

Cuidado com o tom de voz; há um tom ideal para cada situação.


C

Não tente negociar com o repórter o assunto da entrevista.


D

Fatos bem-humorados não devem ser explorados.


E

Não dê inflexão nas palavras-chave do assunto sobre o qual está discorrendo, para não chamar a atenção do repórter.

De acordo com as circunstâncias de realização, a entrevista pode ser ocasional, definida como aquela em que o entrevistado responde às questões de vários repórteres, de diferentes veículos de comunicação.


C

Certo


E

Errado

Leia o trecho da entrevista abaixo:


O samba cura


Em recuperação, Beth Carvalho prepara repertório que viajará o País


30 de agosto de 2013 - Roberta Pennafort / RIO - O Estado de S.Paulo


A primeira aparição pública de Beth Carvalho, superado o período de internação, foi no dia 10. Era o show comemorativo dos 30 anos de carreira de Zeca Pagodinho, o afilhado mais bem-sucedido da madrinha do samba. Beth fez um dueto com ele de Camarão Que Dorme a Onda Leva, o embrião da transformação do ex-feirante, camelô, contínuo e anotador de jogo do bicho no sambista mais adorado pelos brasileiros. A cantora gravou o hoje clássico de Zeca, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz no disco Suor no Rosto, de 1983, fazendo daquele ano o marco inicial oficial da carreira do amigo.


O Citibank Hall, no Rio, vibrou. Beth não foi até o palco: cantou do camarote, e a sua imagem foi transmitida pelo telão. O acesso era muito tortuoso para quem ainda precisa de um andador e de uma cadeira de rodas.


A dificuldade para se deslocar não a põe para baixo. Apelidou o andador de “Beth Esqui”, por ter guidons, e a cadeira, de “Beth Móvel”. Faz fisioterapia duas vezes por semana, tem enfermeira, toma os seus remédios.


Aos 20 minutos de entrevista ao Estado, sentada entre o banjo e as almofadas em diferentes tons de verde e rosa, ela avisa que não quer mais papo de doença. “A gente está falando muito de hospital, não?”


As referências à escola de samba querida, a Mangueira, colorem a sala, ornada com cartazes de shows, fotos com Cartola, Nelson Cavaquinho e outros compositores das quais é porta-estandarte. São dezenas de marcos de uma trajetória desde os anos 1960 pontuada pela descoberta de autores talentosos, por prêmios e expressivas vendagens de discos.


“Uma animadíssima festa musical”, nas palavras do jornalista Sergio Cabral, que escreveu o texto de divulgação de Nosso Samba Tá Na Rua, o CD é o 33.º de uma lista de trabalhos que remonta a 1969, o ano do LP inaugural, Andança.


Filha de uma casa musical - o pai era amigo de medalhões da velha guarda da MPB, como Elizeth Cardoso, Silvio Caldas e Aracy de Almeida; a avó tocava banjo e violão -, Elizabeth Santos Leal de Carvalho já dedilhava cordas quando criança. Adolescente, adorava bossa nova, ia a festinhas e dava aulas de violão. Em 1965, gravou um compacto com a música Por Quem Morreu de Amor, de uma das duplas símbolos da bossa nova, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. No ano seguinte, encharcada de samba, participaria de shows com Nelson Sargento e Noca da Portela.


Os festivais seriam seu chão - Andança, terceiro lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, é até hoje um dos momentos-karaokê nos shows. Com a música de Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós, Beth iria se tornar conhecida por todo o País.


Desde os anos 1970 popular, gravou um LP por ano, sempre com inéditas garimpadas entre compositores só conhecidos por seus pares. Foi assim até meados dos anos 1990, com a entrada em cena do CD, ela se recorda. (…)


Assinale a alternativa correta a respeito da classificação da entrevista.


A

É entrevista de texto corrido, ou discurso direto. Quanto aos entrevistadores é pessoal ou exclusiva.


B

É uma longa entrevista, de personalidade, modelo pingue-pongue.


C

Caracteriza-se como entrevista em grupo, do tipo entrevista de declarações (o fato é o que importa), por tratar de assunto factual.


D

Classifica-se como entrevista coletiva, de personalidade, com texto corrido.


E

Entrevista do tipo mista, ou seja, de declarações e de personalidade (o destaque e importância é o próprio entrevistado), modelo pergunta e resposta.

No que diz respeito à entrevista coletiva, julgue se as afirmações abaixo são verdadeiras e em seguida assinale a alternativa CORRETA:


I. Sua realização limita-se a casos extraordinários, especialmente em situações emergenciais e de crise, quando muitos jornalistas procuram a organização sobre o mesmo tema.

II. Agenda-se previamente o melhor dia e em horário conveniente para a maioria dos veículos e que não coincida com outra coletiva, onde a coordenação da entrevista é realizada pelos jornalistas.

III. É comum, após a coletiva propriamente dita, a fonte atender a mídia eletrônica (rádio e TV) para gravar um depoimento, reafirmando o que disse antes.


A

somente as afirmações I e II são verdadeiras.


B

somente as afirmações I e III são verdadeiras.


C

somente as afirmações II e III são verdadeiras.


D

as afirmações I, II e III são verdadeiras.


E

as afirmações I, II e III não são verdadeiras.

   
Gerar simulado