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Propriedade cruzada significa que, em uma mesma localidade, diferentes meios de comunicação estão nas mãos de um mesmo proprietário.
A informação, tanto em sua dimensão news quanto cultural, ou como banco de dados, aos poucos vai-se tornando um entrave ao que se convencionou chamar de dimensão política da comunicação, na medida em que retirou da mídia a centralidade do debate em torno do papel social da comunicação.
As duas revoluções citadas no texto têm gerado efeitos de impacto, como a queda acentuada da propaganda clássica, sobre o aumento das despesas com promoção e maior conhecimento sobre o consumidor.
Nas sociedades atuais, a comunicação tem valor econômico destacado e se tornou um meio de produção primário, porque, cada vez mais, trabalhar é manejar a informação.
O slogan "pense globalmente, atue localmente" vem sendo utilizado para enfatizar que todas as organizações possuem relacionamentos globais e sugere que a maioria das organizações pode implementar estratégias globais em níveis locais.
No Brasil, desde o fortalecimento dos Diários Associados e, depois, da Rede Globo, a mídia se estrutura nos moldes de oligopólio, que se caracteriza pela concentração vertical, quando integra as diferentes etapas da cadeia de produção e distribuição; pela concentração horizontal, quando concentra vários veículos de uma mesma área do setor; pela propriedade cruzada, quando o mesmo grupo controla diferentes tipos de mídia.
Certo
Errado
Tem sido comum a preocupação de jornais, televisão e rádio de enaltecer na notícia a presença de celebridades. Por exemplo: se um Ministro de Estado preside a inauguração de uma nova usina nuclear, a sua presença ganha mais destaque do que a própria usina. Assim, a imprensa tem tido mais olhos para enxergar artistas, modelos, jogadores consagrados e outros, em detrimento dos fatos relacionados à presença dessas celebridades. Veja, abaixo, qual a alternativa que mais se identifica com a missão de um repórter:
Se Pelé está inaugurando a primeira de uma série de escola de futebol no morro, basta conseguir uma entrevista exclusiva com o maior jogador do mundo e ignorar integralmente o acontecimento
Basta entender que a celebridade presente é que constitui a notícia, motivo pelo qual o destaque da reportagem deve ser dado a ela, a celebridade.
O repórter deve produzir um fato novo, desvinculado do acontecimento, para aproveitar a presença de personagens importantes, embora tenha sido destacado para cobrir a comemoração da mais antiga escola do Maranhão.
Sem ignorar a presença de pessoas importantes, é necessário olhar o fato sob a ótica da causa e efeitos de sua realização, ficando atento aos seus desdobramentos.
A chamada crise da intermediação pode levar à extinção do jornalismo, uma vez que não compete mais aos profissionais das redações levantar informações e interpretar a realidade.
A avalanche de informações, alimentada pelas sucessivas inovações tecnológicas, estará obrigando, ainda neste início de século, os psicólogos a abrirem clínicas para o desbloquear e esvaziar mentes humanas. Na ansiedade, o jornalista não foge também dessa avalanche, como se a sua profissão o obrigasse a saber de tudo, tomando conhecimento de milhares de informações que a cada minuto entram na WEB. Entre as alternativas abaixo, qual a que enquadra o jornalista nesta nova realidade:
A especialidade em áreas de conhecimento já caracteriza a segmentação da profissão do jornalista. Contudo, isto não isenta o profissional da obrigação de estar sempre comprometido com a leitura e buscar novos conhecimentos, de forma a compreender as interfaces da área onde desenvolve suas reportagens e seus textos.
O jornalista deve conhecer o tema da reportagem mais que a fonte de informações.
Se o jornalista é especializado em futebol de campo, por exemplo, deve se limitar a conhecer as leis do futebol, as regras do jogo e seus respectivos clubes, atletas e diretoria.
O jornalista é obrigado a ter noções de tudo, para estar sempre pronto a produzir um texto sem precisar recorrer à pesquisa.
A revolução tecnológica enfatizou o papel da imagem na comunicação. Na televisão, a imagem prevalece em razão de ser ela a própria TV. Contudo, a mídia impressa, pressionada pelo espetáculo da televisão, ampliou substancialmente, nos últimos anos, a imagem nos contextos da informação. A revista Veja, por exemplo, já destina cerca de 50% dos seus espaços editoriais a imagens. Assim, os textos ficam cada vez mais simplificados para ceder lugar a fotografias e aos dados. Escolha, abaixo, a alternativa que ajuda a espelhar esta realidade acima descrita:
Em função da velocidade das mudanças provocadas pelo avanço tecnológico, o jornalismo impresso precisa simplificar a notícia para poder acompanhar o crescimento da televisão.
O jornalismo precisa ignorar o avanço tecnológico e investir na produção de belos e profundos textos, como forma de preservar a sua verdadeira identidade romântica.
Com a "espetacularização" da informação, o jornalismo já não oferece ao leitor a visão crítica dos fatos e, conseqüentemente, a sociedade também não faz mais reflexão profunda sobre os acontecimentos. O empobrecimento da informação começa com preocupação do jornalista de cada vez mais simplificar a informação.
A continuar em seu processo de crescimento e de expansão com novas e sofisticadas tecnologias, a televisão vai anular o papel da mídia impressa, fazendo prevalecer o telejornalismo.
O princípio no qual se baseia a legislação da radiodifusão no Brasil é o chamado trusteeship model que, apoiado no dado técnico de que o espectro eletromagnético é limitado, atribui ao Estado o dever de regular o seu uso no interesse público.
Os veículos de comunicação, por exigência do avanço tecnológico, procuram sofisticar suas embalagens, de forma a convencer seus leitores, telespectadores e ouvintes mais pela forma de seus programas do que pelo conteúdo, que é mais difícil e exige competência. Assim o veículo de comunicação estende a todos os seus segmentos de produção esta visão da embalagem, do marketing do produto. Diante disso, o jornalista, principalmente, vive o conflito de corresponder a essa maquiagem ou aplicar o conhecimento profissional. Assinale a resposta mais correta, diante desse conflito:
O jornalista deve ser subserviente, ignorando a sua capacidade de poder ajudar a mudar a organização.
O jornalista deve sujeitar-se às normas da organização, para evitar qualquer risco de ser demitido, mesmo que o seu comportamento agrida a ética profissional.
O jornalista deve aplicar seu conhecimento no sentido de mostrar que a melhoria do conteúdo jornalístico é o meio de a organização crescer, tornando seu produto confiável e capaz de contribuir ao avanço da sociedade, em nível de qualidade de vida e de democracia.
O jornalista deve se limitar a cumprir religiosamente o que determina o seu chefe.
A tecnologia industrial aumenta substancialmente a produção das empresas, tornando o mercado extremamente competitivo, tanto em nível de preços quanto de serviços. Na comunicação de massa, novos mecanismos são criados para cada vez mais induzir o cidadão ao consumo. Assim, o SER humano perde espaço para o TER. Comprar, consumir para se ter o status de cidadão-consumo. E o jornalista, na cobertura de fatos ou na produção de texto, acaba igualmente mergulhando na roda-vida da moda e de outros indicadores de consumo. Escolha abaixo a alternativa que apresenta o perfil do jornalista profissional mais indicado nesse contexto acima descrito:
O jornalista que não acompanhar a evolução do marketing, está condenado a não sobreviver.
O jornalismo é uma profissão que não pode fugir ao compromisso social de estimular o consumo, para que o crescimento econômico esteja sempre em alta.
Em qualquer circunstância, o jornalista não pode perder de vista a sua visão humana, de forma a estar sempre comprometido com a preservação dos valores da vida, com a ética e com os princípios que norteiam a sociedade.
O jornalista, independente de observar sempre a questão ética, não pode ignorar que o consumismo é a coqueluche do mundo moderno e que, por isso, deve nortear a sua produção de reportagem e de texto.
Os veículos de comunicação de massa se adaptam à velocidade da informação, fugindo ao compromisso formal de veiculação de notícias. A WEB é o meio de antecipar a informação e de manter uma relação de confiança com o leitor. Diante disso, qual a alternativa abaixo que encaixa o jornalista dentro dessa velocidade?
A luta contra o relógio obriga o jornalista a correr risco, como o de informar sem ter a convicção do acontecimento.
Ao ter a convicção de um acontecimento, o jornalista deve antecipar a informação para que o seu veículo possa privilegiar seus leitores, telespectadores ou ouvintes com a agilidade na veiculação.
Ao saber de um fato, o jornalista deve imediatamente emitir as informações preliminares aos seus leitores, independente da confirmação.
O compromisso de procurar a fonte para certificar-se da informação deve ser assumido depois de a notícia preliminar ter sido emitida aos leitores, telespectadores ou aos ouvintes.
Edgar Morin, em seu livro "Para sair do Século XX", página 41, coloca que "a informação que resolve uma incerteza pode eliminar uma preocupação e tranqüilizar; a informação que traz uma surpresa pode, pelo contrário, preocupar e provocar a incerteza sobre nossa aptidão de conceber a realidade". Assim, a censura, por exemplo, funciona de forma a dar prioridade às informações tranqüilizadoras. E como fica o jornalista no exercício da sua profissão? Escolha a melhor alternativa abaixo:
A censura faz parte do cotidiano do jornalista.
O jornalista exerce no seu dia-a-dia a autocensura, desobrigando-se da responsabilidade de fazer a notícia acontecer.
O compromisso com a verdade desobriga o jornalista de mensurar o grau de preocupação que a informação possa causar. A certeza que precisa ter é a de que a sua informação está amparada na ética e nas leis da sociedade.
O jornalista, antes de produzir a notícia, deve consultar o seu chefe se a sua publicação é garantida. Caso contrário, nem começa a redigi-la.