Questões de Concurso sobre Técnicas e Práticas do Jornalismo

 
 
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O “furo jornalístico” corresponde a uma informação que é publicada com exclusividade, se antecipando aos demais veículos de comunicação. Tal iniciativa, por muitos anos foi uma verdadeira obsessão de jornalistas e principais das empresas, como forma de se destacar da concorrência. Entretanto, com a popularização da internet e o desenvolvimento do jornalismo digital, houve uma significativa mudança na postura de veículos de comunicação e jornalistas com relação ao “furo” (SILVA, 2016). Analise as afirmativas abaixo.


I. A exclusividade, apesar de ainda ser cobiçada, passa a conviver nas redações com o compartilhamento e reprodução, por vezes integral, de conteúdos produzidos por outras empresas jornalísticas.

II. No webjornalismo, ainda em processo de transformação a partir do modelo analógico, a informação inédita se apresenta, necessariamente, como o elemento que personifica a concorrência entre veículos.

III. Por conta da instantaneidade e necessidade de atualização contínua, o jornalismo online acabou adotando o aproveitamento de material jornalístico produzido por concorrentes como uma espécie de cooperação


Estão corretas as afirmativas:


A

I e II apenas


B

II e III apenas


C

I e III apenas


D

I, II e III

O lead tem como objetivo:


A

apresentar as manchetes de um telejornal.


B

organizar uma publicação de acordo com o seu tema.


C

apresentar, através de um breve texto, as informações de uma ilustração.


D

em um primeiro parágrafo, introduzir o leitor no fato mais importante de uma notícia.


E

resumir os principais aspectos de uma notícia, dispensando o leitor de uma leitura completa.

As grandes coberturas jornalísticas ligadas ao esporte, caso das copas do mundo, valem-se bastante do tempo real, da imediaticidade.


Sobre as copas do mundo, assinale a alternativa que não está ligada ao conceito de tempo real.


A

Análise aprofundada dos resultados dos jogos.


B

Publicação de resultados parciais das partidas.


C

Cobertura do jogo com diversas câmeras, mostrando os principais lances do jogo.


D

Publicação da mudanças nas tabelas de classificação.


E

Panorâmica do movimento dos estádios.

As grandes coberturas exigem um grande esforço dos profissionais. Esse é o caso das coberturas em eleições.


Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.


A

A cobertura nas eleições exige – o que é comum no jornalismo político – um olhar ainda mais apurado sobre a possibilidade de fake news, de manipulações em geral.


B

As coberturas em eleições, por serem muitas vezes polêmicas e conflituadas, exigem do profissional de imprensa apenas relato dos fatos, a fim de não revelar parcialidade.


C

Nesse tipo de cobertura, não importa o contexto sobre o momento importante da democracia. Importa apenas o fato.


D

As coberturas em eleições envolvem apenas os jornalistas políticos, ou seja, o resto da redação não participa dessa cobertura.


E

Um bom jornalista buscará fatos e fontes novos. A novidade é importante. Logo, não haverá preocupação com apuração mais detalhada.

Leia o trecho deste material jornalístico:


JORNALISMO ⋅ MÍDIA


Folha erra ao publicar obituário da rainha Elizabeth 2ª


Texto preliminar sobre morte da monarca britânica foi divulgado devido a falha técnica e retirado do ar


Imagem associada para resolução da questão


SÃO PAULO Devido a um erro técnico, a Folha publicou por engano, na manhã desta segunda- feira (11), um obituário da rainha Elizabeth 2ª, do Reino Unido.


É de praxe no jornalismo preparar com antecedência textos acerca de cenários possíveis e/ ou prováveis, como a morte de líderes mundiais, celebridades e pessoas públicas.


A Folha lamenta o erro. O conteúdo foi retirado ao ar.


Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.


1. A Folha de S. Paulo cometeu, no jargão jornalístico, o que chamamos de barriga.

2. Este caso é um exemplo típico de fake news.

3. Estes casos de informações erradas são frutos, muitas vezes, da pressa na publicação das matérias sem as devidas apurações necessárias.

4. As informações erradas são exclusividade do jornalismo digital, que exige imediaticidade.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

É correta apenas a afirmativa 4.


B

São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.


C

São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

O relato estritamente cronológico do acontecimento deu lugar a um relato em que a utilização da "pirâmide invertida" se tornou uma prática corrente no jornalismo norte-americano, demonstrando o crescente sentimento de autoridade por parte dos jornalistas. Essa prática criou:


A

O registro estenográfico do discurso.


B

Uma cronologia sobre o acontecimento.


C

O lead.


D

A análise comparativa do discurso.


E

O discurso à nação.

Para a seleção de acontecimentos que serão noticiados, são critérios substantivos os relativos ao impacto sobre a nação, à proeminência dos atores envolvidos, à quantidade de pessoas relacionadas e à relevância quanto à evolução futura da situação.


C

Certo


E

Errado

A estrutura de texto em pirâmide invertida, que privilegia o lead, funciona bem no jornalismo cotidiano e informativo, que se dedica às hard news, seja nos jornais, na TV ou na Internet.


C

Certo


E

Errado

O lead do tipo resumo é comum na imprensa brasileira e se caracteriza por alinhar fatos sucessivos que conduzem ao clímax, o que se assemelha a um pequeno conto de poucas linhas.


C

Certo


E

Errado

A prática de divulgar as realizações ou o posicionamento de pessoas ou organizações data, segundo Ferraretto e Ferraretto (1993, p. 21), de 202 a.C., com as cartas circulares contendo realizações da Dinastia Han, distribuídas na China “[...] e na Acta diurna, veículo informativo do Fórum romano criado em 69 a.C.”. No entanto, em 1906, a partir do trabalho de Ivy Lee, que essa prática ganhou contornos próximos aos que vemos hoje. De lá para cá, evidentemente, muita coisa aconteceu, e as práticas de divulgação foram se profissionalizando, o que se refletiu também no formato e na distribuição do press release, que segue sendo um dos principais produtos de uma assessoria de comunicação quando o público com o qual se está mantendo contato é o jornalista. Sobre as boas práticas na produção de releases, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Para atrair a atenção de produtores de conteúdo dos veículos de comunicação, é essencial que o release traga assunto de interesse público.


B

Um release, para gerar interesse, deve ter conteúdo relevante, ser objetivo, claro e direcionado a quem realmente possa ser atraído por seu conteúdo.


C

Os critérios usados pelos jornalistas para análise dos releases não são os mesmos aplicados para verificar se um fato apurado por eles tem ou não potencial para se tornar notícia.


D

Mesmo que não venha a ser publicado, total ou parcialmente, o release pode transformar-se em pauta a ser trabalhada em outro momento ou contribuir para esclarecer ao jornalista sobre um aspecto do tema que esteja cobrindo.

Segundo Nelson Traquina, os valores-notícia são um aspecto fundamental da cultura profissional do jornalista. Ao pensar nos critérios substantivos de noticiabilidade, o jornalista deve observar:


A

novidade, sabedoria, multidão, drama.


B

ética, concorrência, equilíbrio, visualidade.


C

tempo, relevância, verdade, responsabilidade.


D

notoriedade, proximidade, novidade, notabilidade.


E

descoberta, dia noticioso, notoriedade, inesperado.

A técnica jornalística utilizada em Televisão para dizer frases impactantes logo no começo do telejornal é denominada de:


A

Nota pelada.


B

Escalada.


C

On the record.


D

Sonora.


E

Nota coberta.

No jornalismo, a prática de dar continuidade à apuração de um fato já noticiado chama-se suíte. Muito comum no cotidiano das redações, a suíte é a sequência que se dá a um assunto nas edições seguintes quando há novidade em relação ao acontecimento, quando o tema continua a despertar atenção e interesse ou ainda quando o jornalista quer desdobrar e repercutir o ocorrido.


Na elaboração de suítes, recomendações determinam que:


A

a suíte deve incluir, além da novidade, um retrospecto, ainda que breve, do assunto, por meio de elementos de ligação, que são dados da notícia original repetidos na suíte, para permitir ao público lembrar os fatos


B

toda suíte deve conter um extenso resumo do fato original, para que quem não leu a primeira matéria seja capaz de compreender o novo relato, ainda que isso possa ser repetitivo para quem já está acompanhando o assunto


C

a suíte não precisa fazer uso nem da técnica do lead nem da pirâmide invertida, pois é sequência de uma matéria inicial e começa relembrando dados antigos, deixando a novidade para depois do primeiro parágrafo


D

a quantidade de dados repetidos da matéria original na suíte independe do tempo decorrido entre o fato novo e o acontecimento inicial, pois seja qual for o intervalo entre um e outro, é preciso relembrar todas as informações

Um jornalista trabalha em veículo de comunicação e foi aprovado em um concurso público para atuar como assessor de imprensa. O que se espera da conduta ética desse profissional?


A

Que se demita do veículo de comunicação ou não assine a nomeação do cargo público.


B

Insira com mais facilidade as pautas de interesse da organização na agenda do veículo.


C

Privilegie o veículo sempre que uma fonte da organização der uma entrevista exclusiva.


D

Agir com a verdade e de acordo com o interesse público somente quando não prejudicar a imagem da organização.


E

O jornalista não poderá realizar cobertura para o meio de comunicação em que trabalha sobre organização da qual seja assessor, e nem utilizar o referido veículo para defender os interesses desta instituição.

A edição jornalística requer isenção e equilíbrio. No jornalismo televisivo, a função do editor é organizar o material que foi coletado na rua e montar a história que vai ser contada no telejornal.

Suponha que um repórter desenvolva uma matéria sobre denúncia de maus-tratos a uma pessoa com deficiência em uma escola particular. Até o fechamento da edição que vai veicular a matéria, o repórter entrevista o denunciante, mas não consegue entrar em contato com o dono da escola denunciada, que não foi localizado. Faltando poucos minutos para o telejornal ir ao ar, o dono da escola liga para a emissora e relata sua versão por telefone ao editor.


Considerando-se os critérios de edição em telejornalismo e a pressão do deadline para o fechamento de telejornal, é recomendado que o editor


A

veicule a matéria sem a sonora do diretor da escola denunciada e sem fazer referência ao proprietário do estabelecimento escolar.


B

redija uma nota pé em que seja transcrito o depoimento do dono da escola, a ser lido pelo apresentador.


C

peça ao repórter que grave um off com as informações dadas pelo dono da escola por telefone.


D

deixe para veicular a matéria na próxima edição do telejornal, depois de finalizada a apuração.


E

solicite ao repórter que grave um off para informar que o denunciado não foi localizado.

O âncora/apresentador tem a função de abordar com os ouvintes os assuntos levados ao ar no programa.


Esse profissional


A

deve dar preferência ao pronome “nós” em vez de “eu”. O apresentador faz a entrevista como intermediário do ouvinte e de si mesmo.


B

nunca deve ler mensagens dos ouvintes com críticas ao programa, pois essa atitude seria boa para a concorrência.


C

deve, quando houver reportagem ao vivo, adiantar o que o repórter vai contar.


D

nunca deve interromper um assunto que está no ar para a entrada de um repórter ao vivo.


E

nas saídas para os intervalos, deve evitar chamar os assuntos que sucederão para não tirar a surpresa dos ouvintes.

As informações essenciais de um fato – o que, quando, onde, como e por quê – devem ser tratadas pelo jornalista de forma hierarquizada e distribuídas, entre o lead e o sublead, em um texto informativo.


C

Certo


E

Errado

Grande parte das matérias jornalísticas apresentam informações fornecidas por fontes que testemunham ou participam de eventos de interesse público. É tarefa comum dos repórteres selecionar e questionar essas fontes, processando as informações segundo as técnicas jornalísticas. Elas podem ser classificadas como:


A

Primárias, secundárias e terciárias.


B

Oficiais, primárias e independentes.


C

Não oficiais, primárias e independentes.


D

Oficiais, não oficiais e experts.


E

Oficiais, oficiosas e independentes.

Analise o lead (lide) a seguir.

-

"Às 8 horas da manhã da última quarta-feira, a nutricionista aposentada Eugênia Gomes de Oliveira estava ansiosa para mudar de vida. Aos 68 anos, iniciava uma cirurgia de transplante de córnea no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio de Janeiro.'

-

De acordo com Jorge (2018), "quanto à pergunta-guia", como é classificado o lead (lide) acima?


A

Lide "Quem".


B

Lide "Como".


C

Lide "O quê".


D

Lide "Onde".


E

Lide "Quando".

Luiz Garcia, de “O Globo”, é lembrado no caderno de Comunicação “Para um Manual de Redação do Jornalismo On-line” da Prefeitura da Cidade do Rio, pelo seu conselho de que a matéria “deve recordar elementos da matéria original de forma a permitir a quem não leu a primeira entender a segunda”.


A observação do jornalista, que faleceu em abril de 2018, corresponde ao emprego


A

do link.


B

da legenda.


C

da suíte.


D

do box.


E

da cozinha.

   
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