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O texto jornalístico deve ter, como base, um direcionamento chamado lide que elenca a organização das informações básicas no primeiro e no segundo parágrafo. Esse conceito, também entendido como pirâmide invertida, compreende seis elementos. Marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) O quê, quem, quando, porque, como e onde.
( ) Quem, horário, participações, porque, onde e perfil.
( ) Quantas pessoas, cenário, data, consequências, vítimas e transgressores.
( ) Necessidades, dinâmica, local, participações, porque e hora.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
V – F – F – F.
V – V – V – V.
F – F – F – V.
V – V – F – F.
F – V – F – V.
Embora qualquer tipo de material de essência informativa endereçado à imprensa possa ser considerado release, ele é geralmente caracterizado como um documento estruturado na forma de matéria jornalística. Em relação ao texto do release, é correto afirmar que
é possível abrir mão do uso da objetividade em nome da persuasão, pois a principal função de um release é o convencimento do jornalista de publicá-lo. Um texto com uma linguagem mais leve pode funcionar melhor do que outro com uma linguagem mais séria e imparcial.
o tamanho de um release não importa. Pequeno ou grande, o que vale é se ele cumpriu o objetivo de garantir a sua publicação em veículos de comunicação.
as opiniões pessoais devem ser identificadas como tal por meio de aspas e com a indicação de autoria.
em um release, quando é necessário apontar o dia e a hora em que um evento vai ocorrer, é melhor dizer “nesta terça, às 6 horas da tarde” ao invés de “nesta terça-feira (29), às 18 horas”. Isso evita confusões por tornar mais fácil o entendimento.
Cada tipo de abordagem feita em um conteúdo de texto para informar possui um tipo de lide cabível, o modelo de lide utilizado abaixo é denominado:
“Luciana Frias, 47 anos, casada, com dois filhos, casa própria e um bom emprego como doméstica em Catanduva, São Paulo. Em janeiro passado, perdeu o emprego; em março, seu esposo a deixou, levando os filhos; vendeu a casa em maio, para pagar dívidas. Ontem, Luciana escreveu um bilhete de despedida, enfiou um revólver na boca e se matou, em frente ao guichê da Lotérica do bairro.”
Resumo.
Clássico.
Narrativo.
Flash.
Espelhado.
Ao longo da história, a imprensa assumiu o papel de fiscal da sociedade no sentido de vigiar e de limitar o poder das Instituições, constituindo-se assim, como o Quarto Poder.
Sobre este assunto, marque a alternativa correta:
Bucci (2009) ressalta que a prática jornalística ganhou a forma que conhecemos entre os século XVIII e XIX.
O espaço público não gera opiniões divergentes para não gerar assuntos polêmicos.
Aliada à prática de mercado, uma boa formação acadêmica assegura o preparo de um profissional menos qualificado.
A qualidade do trabalho jornalístico não precisa envolver à necessidade de um olhar multifacetado sobre o dia a dia da sociedade.
A estrutura da informação jornalística assumiu, em meados do século passado, um formato que privilegia a ordem psicológica dos acontecimentos, e não a cronológica, iniciando o texto com o que há de mais recente ou essencial no fato e o encerrando com o que é complementar.
É a capacidade dos editores, redatores e jornalistas em perceberem a importância científica e/ou social de uma nova descoberta no campo científico; assim, caso os profissionais da mídia não consigam realizar uma avaliação abalizada e ágil sobre um determinado tema, certamente não o incluirão na pauta. Isto se deu, por exemplo, com as experiências pioneiras que utilizaram os vírus como agentes modificadores do DNA, o que muito expandiu a área de atuação da engenharia genética.
Reflita sobre a asserção abaixo e responda corretamente:
Pode-se afirmar que há diferença substancial entre o jornalismo convencional praticado pelos veículos de comunicação e o jornalismo aplicado às assessorias de comunicação de entes públicos. Em muitos aspectos, ambas as formas de comunicação se apropriam das mesmas técnicas de produção e tratamento da informação. Porém, no trato da informação pela assessoria de comunicação de entes públicos o profissional se atém a critérios que extrapolam a novidade, a proximidade, a repercussão do fato. Este profissional cuida de democratizar a informação de relevância social, cuida de levar a informação com aprofundamento nos aspectos fundamentais sobre direitos e deveres do cidadão.
É incorreto o que se afirma, pois a informação recebe o mesmo tratamento, seja nos veículos de comunicação ou nas assessorias de imprensa. Notícia é notícia.
A asserção é correta, pois a informação deve receber tratamento conforme o objetivo a ser comunicado pela fonte, considerando o público específico a que se destina.
No trato da informação pela assessoria de comunicação de entes públicos, o profissional deve se ater apenas aos critérios novidade, proximidade e repercussão do fato. Portanto, a afirmação acima está incorreta.
O jornalista que atua no veículo de comunicação convencional democratiza a informação de relevância social, não sendo necessário ao profissional da assessoria de imprensa se preocupar com esse aspecto da notícia. A afirmação acima está correta.
É correto o que se afirma, exceto pelo trecho “em muitos aspectos, ambas as formas de comunicação se apropriam das mesmas técnicas de produção e tratamento da informação.”
Destacada por estudiosos da mídia como a técnica de redação mais adotada em jornais do Ocidente, a pirâmide invertida é, segundo o manual de redação da “Folha de São Paulo”, a maneira profissional das informações mais importantes serem dadas no início do texto e as demais, embora também interessantes, poderem seguir hierarquização decrescente e tornarem-se até dispensáveis, ficando, assim, para os parágrafos finais da matéria jornalística. Qual a razão principal, portanto, de se adotar o conceito de pirâmide invertida?
O leitor poder interromper a leitura onde desejar.
O leitor saber que o que vem depois não mais interessa.
O leitor determinar a necessidade de detalhes na notícia.
O leitor, ouvinte, telespectador ou internauta ficar satisfeito com pouco.
A verdade da imprensa é, por definição, uma verdade precária – sua força não virá jamais da veracidade total, de resto impossível, mas da sua transparência em lidar com as limitações que lhe são congênitas. (BUCCI, 2000)
Assinale a alternativa em que são indicados CORRETAMENTE aspectos da prática jornalística aos quais esse autor se refere:
Certo e errado.
Verdade e mentira.
Confiabilidade e credibilidade.
Informação e liberdade.
A grande imprensa norte-americana, historicamente modelo de texto e de linha editorial para a imprensa brasileira, busca a imparcialidade. Por exemplo, quando faz a cobertura de eleições presidenciais. O tempo todo da campanha deixa sempre claro, em seus editoriais, por qual partido ou candidato tem preferência. Este posicionamento como veículo de comunicação, no entanto, não contamina o trabalho da reportagem. Nos Estados Unidos, preocupam-se em separar a opinião no editorial da livre apuração jornalística dos fatos. Ou seja, deixa claro a seus leitores que toma parte, mas não manipula a notícia de maneira ideológica, partidária ou por interesse empresarial. E os grandes veículos de comunicação, no Brasil, sempre procuraram dar preferência à plena realidade dos fatos, como está claramente recomendado em seus manuais de redação. Por exemplo, a “Folha de São Paulo”, no verbete ouvir o outro lado, conceitua que todo fato comporta mais de uma versão e recomenda aos seus profissionais registrarem sempre “todas as versões”. Interessante acrescentar: em outro verbete referente ao noticiário sobre minorias, acentua que elas devem ser tratadas com “relevância respeitosa e sem preconceito”. E isto é, mais uma vez, precioso conceito sobre a permanente imparcialidade. A propósito, como e por quais razões a mídia deve distinguir, com imparcialidade, os grupos minoritários presentes e atuantes em sua sociedade?
Pelas naturais diferenças culturais e religiosas.
De preferência, em função das diferenças físicas e raciais.
Em função principalmente das diferenças étnicas e políticas.
Tanto pelas diferenças de raça e etnia, quanto pela cultura, religião, escolha sexual, preferência política e aparente poder econômico.
Sobre Análise de Conteúdo, leia as afirmativas.
I. É uma metodologia que, na maior parte dos casos, parte sobretudo de uma perspectiva quantitativa, analisando numericamente a frequência de ocorrência de determinados termos, construções e referências em um dado texto, a fim de produzir inferências sobre as respectivas condições de produção.
II. Alguns pesquisadores consideram a Análise de conteúdo um método superficial por insistir no conteúdo latente e manifesto dos objetos analisados bem como por dar ênfase a simplificações e distorções quantitativas.
III. Um dos passos seguidos pela Análise de Conteúdo é definição do problema de pesquisa em que define-se o corpus dos media que serão descritos e analisados.
Está correto, apenas, o que se afirma em:
I.
II.
III.
I e II.
II e III.
A linguagem referencial é um padrão dominante no jornalismo. Nesse tipo de linguagem, usa - se frequentemente
a narrativa exterior ao emissor.
o verbo na primeira pessoa.
adjetivos testemunhais.
subjetividade narrativa.
O texto on-line deve estar em uma linha entre o jornalismo impresso e o eletrônico, porém, algumas características o diferem do texto impresso e televisivo. Assinale a alternativa INCORRETA.
Conciso
Literal
Simples
Detalhado
Complexo
As entrevistas de rotina visam fornecer ao repórter elementos sobre fatos do cotidiano. São características dessas entrevistas, EXCETO:
Escutar pessoas que sofreram diretamente as consequências de um fato jornalístico.
Escutar testemunhas envolvidas no fato jornalístico.
Ouvir pessoas responsáveis pela regulamentação do serviço relacionadas com o fato em questão.
Relacionar esses fatos com outros fenômenos, buscando ouvir testemunhas que possam isentar as pessoas implicadas injustamente no acontecimento.
Alguns pesquisadores de Comunicação defendem que a discussão da objetividade no Jornalismo se resume em duas questões: o que é verídico (objetividade) e o que é relevante (importante). Levando em consideração esse ponto de vista e aplicando-o à técnica de codificação em jornalismo, é correto afirmar que
a concepção do lead da matéria é uma questão de relevância.
a pauta se fundamenta na objetividade (o que é verídico).
o formato de pirâmide invertida para redigir a matéria contempla a objetividade.
a publicação de uma opinião do jornalista é uma questão de objetividade.
a busca da clareza, precisão e exatidão estão afetos à relevância.
Texto pequeno, em meio de matéria extensa, composto em tipos diferentes e colocado entre fios horizontais, se constitui corretamente em:
Barriga.
Boxe.
Retranca.
Suíte.
Até chegarem ao leitor, as informações passam por vários crivos e são divulgadas como notícias depois de satisfazerem a determinados critérios de noticiabilidade. Para os pesquisadores da prática jornalística,
os valores-notícia desconsideram critérios de relevância difundidos ao longo do processo de produção da matéria.
os valores-notícia e os critérios de noticiabilidade são conceitos técnicos, isentos de valores ideológicos.
o processo de seleção das notícias de uma edição são regidos por critérios semelhantes ao benchmarking, isto é, dependem do concorrente que se quer vencer.
os critérios de noticiabilidade englobam entre outros, o formato do produto, a qualidade da imagem, o público-alvo, o custo e a linha editorial.
os valores-notícia procuram satisfazer o interesse do público para garantir que o produto obtenha uma audiência consistente.
No domínio do jornalismo, há uma linha de abordagem que propugna a existência de um “contrato pragmático fiduciário”. Esse contrato pragmático fiduciário tem por premissa
a abordagem plural dos acontecimentos.
o modo objetivo de relatar um fato.
o caráter verídico de informar.
a análise opinativa das narrativas.
Em relação às características da pauta jornalística na perspectiva de Cremilda Medina na obra “Entrevista - O diálogo possível”, é correto afirmar que:
Todas as pautas que chegam ao veículo são transformadas em matéria.
Nenhuma pauta é processada se não tiver “gancho”, ou seja, qualidades como atualidade ou universalidade.
A entrevista é o único momento da prática jornalística que dispensa a pauta por ultrapassar os limites da técnica imediatista.
A pauta é uma seleção de notícias ou eventos a serem divulgados por um veículo sem restrição do volume de informações.
Entre os princípios que regem a escolha dos temas da pauta jornalística estão a periodicidade, a informalidade e a difusão.
Considerando as técnicas de comunicação dirigida escrita, os respectivos veículos e suas aplicações, é correto afirmar que
o memorando, por ser um tradicional veículo de comunicação interna, não pode ser substituído, na moderna comunicação, pelo e-mail ou por grupo secreto de facebook.
os jornais internos podem ser classificados como veículos de comunicação de massa e são indicados para tratar de assuntos de interesse coletivo, como férias, reajuste salarial e questões trabalhistas.
os veículos de comunicação dirigida podem ser classificados em até quatro categorias, a dos veículos escritos, a dos orais, a dos auxiliares, e a dos aproximativos, conforme Andrade (1993), sendo exemplos destes últimos ações como o programa de visitas internas e a entrevista coletiva, conforme aponta Cesca (2012).
o ofício é um veículo de comunicação muito comum em empresas públicas, sendo utilizado na comunicação entre autoridades, diretorias, gerências, embora só seja possível enviá-lo na forma eletrônica, colocando-se o texto no espaço do e-mail (ou anexado a ele), mas não o transformando em e-mail.
o Facebook, o Twitter e o YouTube podem ser inseridos na moderna comunicação corporativa, com ganhos em termos de atratividade e aderência de utilização pelo público em geral. Uma limitação, entretanto, é o fato dos três focarem o público externo, não sendo indicados para relacionamentos com públicos interno e misto.