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Durante a gestação, o útero é um meio isolado estéril que protege o feto contra lesões causadas por microrganismos externos. Microrganismos que atravessam a barreira cervical lesionada causam infecção durante a gestação, mas a infecção materna também pode se disseminar pela via sanguínea até o feto, através da placenta, ou pode envolver o bebê diretamente no parto, quando ele for vaginal. A respeito dos testes laboratoriais para infecção congênita e perinatal por vírus da imunodeficiência humana (HIV), assinale a alternativa CORRETA:
O diagnóstico da infecção materna pelo HIV é realizado por sorologia EIA (Imunoensaio enzimático) para detecção de anticorpo anti-HIV, com confirmação pelo método de Western blot. A triagem de rotina é recomendada no primeiro trimestre de gestação.
O diagnóstico da infecção do neonato, caso tenha ocorrido no útero, pode ser realizada por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detecção do DNA do HIV nas células linfoides do neonato e a pesquisa do antígeno p24 do HIV também apresenta alta sensibilidade durante o período pós-natal.
Os imunoensaios enzimáticos padrões para HIV são utilizados para monitorar a possível soroconversão de infecção neonatal a partir de 3 meses de vida, considerando que a IgG materna, que atravessa a placenta, persiste no sangue da criança por no máximo 3 meses de vida.
A sorologia por variações do EIA e Western blot para detecção de IgM e IgA são métodos que podem identificar acuradamente um bebê infectado. A sensibilidade não depende da idade e a testagem é confiável nos primeiros meses de vida.
O método de real time PCR para detecção de RNA viral não é indicado para o diagnóstico do bebê que tiver sido infectado durante o trabalho de parto, mas é utilizado para monitoração quantitativa para avaliar a resposta do bebê à terapia antirretroviral.