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Um Técnico em Patologia Clínica recebe uma amostra de...

Um Técnico em Patologia Clínica recebe uma amostra de líquido cefalorraquidiano (LCR) de uma punção lombar de emergência de um paciente com suspeita de meningite bacteriana aguda. A amostra chega ao laboratório em um tubo estéril, apresentando aspecto turvo e purulento. O tempo entre a coleta e a análise é um fator crítico para a viabilidade dos patógenos e para a acurácia dos resultados citológicos e bioquímicos. A amostra de LCR é considerada uma amostra nobre e deve ser processada com máxima prioridade e cuidado. Qual é o procedimento de processamento inicial correto e prioritário que o Técnico em Patologia Clínica deve realizar com esta amostra?


A

Centrifugar imediatamente todo o volume da amostra em alta rotação para obter um sedimento concentrado, desprezar o sobrenadante e utilizar o sedimento para preparar o esfregaço para a coloração de Gram e para a semeadura nos meios de cultura.


B

Processar a amostra imediatamente, realizando a semeadura em meios de cultura apropriados (Ágar Sangue, Ágar Chocolate), preparando o esfregaço para a coloração de Gram a partir da amostra não centrifugada (ou do sedimento, se centrifugada) e enviando alíquotas para as análises bioquímicas e citológicas, tudo em caráter de urgência.


C

Deixar a amostra em temperatura ambiente por pelo menos 2 horas para permitir a multiplicação das bactérias, aumentando a sensibilidade da cultura, e só então iniciar o processamento microbiológico.


D

Realizar a contagem global e diferencial de leucócitos em câmara de Neubauer e a dosagem de glicose e proteínas antes de qualquer outro procedimento, pois os resultados bioquímicos são mais estáveis que os microbiológicos.


E

Armazenar a amostra imediatamente em refrigerador (2-8 °C) para preservar a integridade das células e aguardar a rotina normal de processamento do setor de microbiologia, que ocorrerá em 4 a 6 horas.