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Em uma aula prática sobre uma vistoria de emergência em um edifício de alvenaria estrutural, o docente de Proteção e Defesa Civil observa fissuras a 45° nas paredes do primeiro pavimento e dificuldade de fechamento de portas e janelas. Considerando os estudos de Beppler, Mondini e Mondini (2018) sobre gestão municipal e as normas de inspeção predial, qual é a conduta imediata a ser adotada?
Orientar o preenchimento das fissuras com gesso ou massa corrida para monitorar se a “ferida está aberta”, aguardando 180 dias para uma nova avaliação técnica.
Sugerir a substituição das janelas de madeira por esquadrias de alumínio, que possuem maior tolerância a deformações estruturais de grande porte.
Ignorar as fissuras se elas não apresentarem profundidade superior a 2 mm, visto que a alvenaria estrutural possui alta redundância e não sofre colapso por recalque de base.
Realizar a interdição imediata da edificação, pois fissuras a 45° em alvenaria estrutural são sinais clássicos de recalque diferencial de fundação ou sobrecarga crítica, indicando instabilidade estrutural e risco de colapso iminente.
Classificar o risco como “Baixo” (R1) e delegar a responsabilidade de monitoramento ao síndico, sem a necessidade de emissão de laudo técnico oficial de interdição.