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Um docente do IF é designado para coordenar a expansão do Curso Técnico em Proteção e Defesa Civil para novos campi localizados em regiões com vulnerabilidades geológicas e hidrometeorológicas distintas. O projeto deve estar alinhado ao PN-PDC 2025-2035, que prevê a capacitação continuada e o comportamento de prevenção como eixos transversais de resiliência nacional. O cenário geral é descrito a seguir:
1. Cenário pedagógico: a necessidade de implementar a avaliação por competências e o uso de simulações e exercícios operacionais (simulados) integrados à comunidade local.
2. Cenário institucional: a exigência de que o curso não seja apenas uma entrega de sala de aula, mas um hub de apoio técnico e científico aos setores de Proteção e Defesa Civil municipais da região, integrando ensino, pesquisa e extensão (Nexus).
3. Dilema de gestão: como estruturar a expansão do curso para que ele atue simultaneamente na formação técnica de excelência e na assessoria científica à gestão de riscos local, respeitando a autonomia dos entes federativos e as normas da EPT.
Considerando os fundamentos da EPT e os estudos de Beppler et al. (2024) sobre a atuação dos IFs, qual é a estratégia de expansão mais robusta e tecnicamente correta?
Focar a teoria em sala de aula para garantir o cumprimento da carga horária mínima exigida, deixando as atividades práticas e a integração com a comunidade para uma fase posterior, de pós-graduação.
Propor que o curso técnico substitua integralmente as funções das Defesas Civis municipais da região, assumindo a responsabilidade administrativa e técnica pelas interdições e obras de contenção, visando otimizar os recursos públicos federais em detrimento da autonomia municipal.
Adotar um modelo de ensino puramente focado em softwares de geoprocessamento (SIG), eliminando as visitas de campo e o contato com as comunidades para priorizar a transformação digital e a produção de mapas estéticos para publicação acadêmica, independentemente da utilidade prática para a gestão local.
Estruturar o curso utilizando a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) aplicada a diagnósticos reais de vulnerabilidade da região, transformando-o em um polo de suporte técnico aos municípios através de projetos de extensão que auxiliem na elaboração de planos de contingência e no mapeamento colaborativo de riscos.
Limitar a expansão do curso técnico a municípios que já possuam 100% de resiliência e ausência de riscos, garantindo que os alunos não enfrentem dilemas éticos ou técnicos complexos durante sua formação profissional inicial.