Entre as etapas que constituem o processo de restauração de um bem cultural,
destaca-se a reintegração cromática. Atualmente, essa intervenção baseia-se em um programa de
restauração que respeita conceitos e procedimentos predefinidos e fundamentados em duas
premissas: uma a que se refere ao valor histórico da obra de arte, e outra a que se refere ao seu
valor estético. De acordo com essas premissas, é INCORRETO afirmar:
A
As reintegrações cromáticas podem recompor o tecido pictórico, de forma que os traços, os
volumes, os desenhos e as formas sejam refeitos, propiciando, aos olhos do observador, a
continuidade entre o que foi reintegrado e o tecido pictórico original.
B
Avaliando-se a extensão das áreas comprometidas e a visibilidade dessas na composição, é
preciso considerar o tamanho da lacuna a ser preenchida.
C
Quando a área a ser repintada ou retocada for muito visível ou se na pintura houver grandes
lacunas é necessário recompor a obra, visando ao seu caráter educativo.
D
Quando na obra houver grandes lacunas, deve-se admitir que a obra está incompleta e limitar a
intervenção ao tratamento de consolidação, mimetizando a lacuna por meio de preenchimento
por mancha colorida, estudando-se o tom que melhor se adapte à pintura.
E
Quando não há registros que possam fornecer dados sobre os desenhos, os traços, as cores e
as formas originais da obra, é recomendável a permanência da lacuna, utilizando-se uma
coloração que se integre à pintura original.